Fernanda (2)
Entrevista.com, 09.06.2022 às 13:53
PERCURSOS…
Fernanda Pereira nasceu em Braga há 52 anos. Casada, mãe de um casal, desempenha funções nos Serviços de Acção Social da Universidade do Minho (SASUM) há 29 anos. Atualmente, faz parte de uma equipa com cerca de 50 trabalhadores que compõem o Departamento de Apoio Social.

Nesta entrevista, a Coordenadora Técnica, responsável do secretariado da Divisão de Bolsas, fala-nos do seu percurso de vida e experiência profissional, conta como é vivido o dia a dia, acreditando num futuro e num mundo melhor. 

Como chegou aos SASUM e qual o seu percurso profissional?

Entrei para os SASUM em 1993, onde estou até hoje, sempre no Departamento de Apoio Social (DAS). 

Quais são, atualmente, as suas funções?

Desde que entrei para os SASUM, exerço funções de administrativa no DAS. Desde 2009, sou responsável de secretariado deste Departamento. Nesta função acabamos por ter uma diversidade de atividades, entre elas apoiar transversalmente o DAS nas tarefas de natureza administrativa e informativa. Competindo-nos assegurar o secretariado e o expediente do Departamento; atendimento ao público telefónico, eletrónico e presencial e encaminhamento de estudantes para os diversos setores do mesmo; assegurar a receção de candidaturas ao Fundo de Apoio Social; auxiliar os estudantes no processo e inserção das candidaturas online a benefícios sociais; prestar informações aos mesmos no âmbito da concessão de benefícios sociais; emitir declarações e efetuar atividades complementares à função de secretariado que eventualmente surjam no âmbito do trabalho executado. 

Gosta do que faz?

Sim, gosto. Nestas funções não existem rotinas, o trabalho desenvolvido pelo DAS é de extrema importância no apoio aos estudantes económica e socialmente desfavorecidos, de forma a criar as condições que lhe permitam a frequência do Ensino Superior. 

O que mais a motiva e quais as maiores dificuldades, no dia a dia, no desenvolvimento do seu trabalho?

As maiores dificuldades são conseguir conciliar todas as tarefas, o atendimento com as de natureza mais administrativa. A motivação advém do ambiente amigável entre toda a equipa do DAS, sabendo nós que contribuímos para que se tornem possíveis os sonhos dos estudantes que nos procuram. 

Como é um dia de trabalho de Fernanda Pereira? 

O meu dia-a-dia é imprevisível. Sabendo à partida que tenho de conciliar os vários tipos de atendimento, dando sempre prioridade ao presencial e telefónico, para, desta forma, evitar longos tempos de espera e reclamações. Relativamente ao eletrónico (emails), é importante responder atempadamente, de forma a que o aluno não seja prejudicado pelo incumprimento dos prazos.

Para além disso, temos que consultar com regularidade o Suporte Informático ao Concurso de Atribuição de Bolsas de Estudo do Ensino Superior (SICABE), bem como a plataforma eletrónica de Suporte Informático ao Concurso de Atribuição do Fundo de Apoio Social (FAS), de forma a rececionarmos as candidaturas. Outra das funções é a emissão de declarações, sempre que necessário, entre outras atividades. 

Como caracteriza o trabalho feito no Departamento de Apoio Social, em particular na sua área? 

O DAS exerce as suas atribuições nos domínios do apoio social aos estudantes e compreende as seguintes divisões: Divisão de Bolsas; Divisão de Alojamento; e Divisão de Apoio ao Bem-Estar do Estudante. Assim, caracteriza-se como um apoio de extrema importância para os alunos economicamente carenciados, atendendo que é responsável pela atribuição dos Apoios Sociais Diretos (Bolsas de Estudo e Alojamento nas Residências Universitárias), e ainda pela receção e análise das candidaturas ao Fundo de Apoio Social.

No que toca à área do secretariado, revela-se de extrema importância e de uma grande responsabilidade. É aqui que se efetua a primeira triagem e onde os estudantes são esclarecidos ou encaminhados para outros serviços. O impacto do primeiro contacto no atendimento dos utentes é vital para a imagem dos Serviços, por isso, há empenho para que o atendimento e os esclarecimentos sejam prestados de forma clara, objetiva e consolidada. 

Quais são as melhores e as piores memórias que tem do seu trajeto nos SASUM? 

As melhores memórias são aquelas em que somos francamente reconhecidos pelo nosso trabalho por parte dos estudantes. As piores, tento esquecê-las, faz muito mal guardar más memórias, e, quando possível, sirvo-me delas para aprendizagem futura. 

Como tem sido passar por esta pandemia, a nível pessoal e profissional?

Esta pandemia foi uma guerra sem tiros. Tivemos de aprender a viver de uma forma diferente, mais isolada, tudo à distância. A nível profissional foram criados mecanismos, com o desenvolvimento das novas tecnologias, que nos permitiram realizar o nosso trabalho. 

Como olha para o futuro?

O futuro é algo que se desconhece, podemos de certa forma dizer que o futuro será aquilo que no passado se construiu. No entanto, tenho a esperança que a pandemia seja controlada, a guerra acabe e tenhamos pessoas dotadas de valores humanos e morais para termos um mundo mais saudável, justo, amigo. 

 

Curiosidades

O que a marcou?

O nascimento dos meus filhos 

O que ainda não fez?

Um cruzeiro. 

Ainda tem um grande sonho?

Sim, todos temos sonhos, o sonho comanda a vida… 

Uma música e/ou um músico?

Mariza/Quem me Dera. 

O que gosta de fazer nos tempos livres? 

Passear pela natureza para descontrair, sem horas. 

Vício?

Não me conheço com vícios, decerto não tenho… 

Um lugar?

A minha casa. 

A Universidade do Minho?

O local onde trabalho há 29 anos, onde já aprendi muito, de bem e de bom, com as admiráveis pessoas que trabalham comigo.

Fonte: SASUM

Arquivo de 2022