Duarte Lopes (25)
Entrevista.com, 15.02.2022 às 14:59
Entrevista a Ricardo Duarte Lopes, presidente da AAUMinho
Ricardo Duarte Faria Lopes foi eleito o 30º presidente da Associação Académica da Universidade do Minho (AAUMinho) no passado dia 7 de dezembro, com a tomada de posse a realizar-se a 22 de janeiro. Com 22 anos e um longo historial de ligação à Associação Académica, o estudante do mestrado em Direito dos Contratos e da Empresa assume que abraçar o desafio da presidência “é o resultado de um caminho que tenho vindo a fazer e que se intensificou nos últimos dois anos”.

O UMdicas esteve à conversa com o dirigente associativo que nos deu a conhecer os projetos, objetivos, prioridades e perspetivas para 2022, entre outras coisas.

1- Quem é Duarte Lopes e o que o levou a abraçar o desafio da presidência da AAUMinho?

Começo por partilhar que o meu primeiro nome é Ricardo e que Duarte Lopes são dois dos meus apelidos. Tenho 22 anos e terminei recentemente a minha licenciatura em Direito, estando agora no primeiro ano do mestrado em Direito dos Contratos e da Empresa.

Abraçar o desafio da presidência é o resultado de um caminho que tenho vindo a fazer e que se intensificou nos últimos dois anos, com a minha passagem na Associação Académica da Universidade do Minho. E digo dois anos, porque apesar de já ser dirigente há três, só no meu segundo mandato é que consegui verdadeiramente conhecer todas as dimensões, todo o trabalho e, consequentemente, o enorme impacto que a AAUMinho tem e pode ter na vida dos estudantes e da própria Universidade.

Esta vontade de ter um impacto positivo na Academia, a certeza de que tenho as ferramentas necessárias para o fazer e, ainda, um certo fator inquantificável são os principais fatores que me impulsionaram a assumir esta função.

Da minha parte digo apenas que estou agradecido à academia por ter acreditado que o nosso projeto é o que apresenta mais capacidade de dar resposta aos anseios e vontades dos estudantes.

2- Foi algo que projetou ou foi mesmo fruto do destino que o colocou face a essa missão?

Things do not happen, things are made to happen. Esta foi uma frase que partilharam comigo recentemente e que penso que descreve o meu percurso. Descobri o associativismo relativamente cedo, começando por assumir a presidência da associação de estudantes da minha escola secundária. Nesta altura, enquanto dirigente associativo tive oportunidade de tomar algumas ações que foram importantes para os estudantes, e que contribuíram para o meu interesse e maior envolvimento no futuro, por sentir que de facto conseguimos ter impacto e servir os outros. Exemplo de uma destas ações foi a criação de uma Unidade de Ensino Especial, em conjunto com a Direção da Escola e no âmbito do Orçamento Participativo Escolar, para alunos com multideficiência e/ou com surdocegueira congénita.

Ao ingressar na Universidade, em 2017, mantive esta vontade de me envolver no associativismo. Comecei por integrar a Direção da Associação de Estudantes de Direito da Universidade do Minho e a Associação de Debates Académicos da Universidade do Minho e, mais tarde, assumi funções na Associação Académica da Universidade do Minho, passando inclusive por diferentes cargos que culminaram neste desafio de ser Presidente. Perante todo este trabalho e experiências, creio que esta missão é algo que acaba por surgir de forma natural.

3- Que características entende como fundamentais para o exercício de um cargo desta responsabilidade?

Quando se assume um cargo desta responsabilidade, deve-se fazê-lo na consciência de que é para servir uma comunidade e não confundir os seus interesses com os nossos ou de outros, dando particular relevância à humildade e à isenção necessária para uma conduta alinhada com este desígnio. Além disso, devemos apresentar uma visão, um projeto, coeso, abrangente e inclusivo, seja para a atividade da estrutura, seja nos valores e princípios que nos propomos a defender. É preciso ter uma visão global daquilo que é o Ensino Superior em Portugal e tudo o que é a estrutura da associação académica.

4- Já era dirigente associativo. Em que medida entende que essa experiência possa contribuir para o desempenho destas novas funções?

Foi em 2017 que integrei a estrutura da AAUMinho. Entrei como diretor do departamento de Ação Educativa e Associativismo e integrei a Presidência, enquanto Presidente-Adjunto Externo e, no ano seguinte, Presidente-Adjunto Interno. O facto de já ter ocupado estas diferentes funções, faz com que tenha um maior conhecimento da estrutura, uma maior atenção aos pormenores e sensibilidades, assim como um maior contacto com entidades e, claro, alguma experiência na preparação e execução de atividade, em especial, no que concerne à vertente de representação estudantil.

Encabeçou uma das três listas à direção da AAUMinho e alcançou a vitória com 61% dos votos. Era o desfecho que esperava?

Um bom resultado seria conseguir diminuir consideravelmente a abstenção, que se manteve elevada - 78,17% -, mas acredito que caminhamos no sentido certo de pelo menos nos aproximarmos daquilo que são os valores percentuais em eleições de carácter nacional, tendo presente uma redução gradual ao longo dos últimos anos, desde a introdução do voto eletrónico. Contudo, é evidente haver ainda um trabalho a fazer, inclusive de aumento de proximidade e incentivo à participação.

Ainda assim, considerando que houve três listas candidatas, obter a maioria dos votos, com um resultado de 61%, é extremamente positivo, dado que demonstra a vontade e confiança dos estudantes na direção proposta.

6- Quais serão as grandes prioridades do Presidente Duarte Lopes e da nova direção da AAUMinho para o mandato?

Eu, bem como a minha direção, antecipamos um mandato preenchido, onde as grandes prioridades da AAUMinho passam pela retoma das atividades em pleno, o avanço da nova sede em Gualtar e a reabilitação da sede de Azurém, e pela reivindicação política nas diversas frentes, englobando as propinas, o alojamento, as bolsas de ação social e a inovação pedagógica.

Estes são alguns objetivos e importantes prioridades para os quais estamos motivados para trabalhar sabendo que, em especial a nível da reivindicação política, é um trabalho que é e será contínuo, prolongando-se na vida da própria estrutura e do movimento associativo nacional.

7- Como caracteriza a equipa que o acompanha?

A AAUMinho sendo o órgão representativo dos estudantes da academia minhota deve ter, como um dos seus objetivos, uma elevada diversidade de dirigentes, dos diferentes cursos e escolas, de modo a garantir o máximo de representatividade.

Para o mandato de 2022, posso dizer que a nossa Direção engloba a esmagadora maioria dos institutos e escolas da Universidade. É uma equipa renovada, experiente, capaz e equilibrada, na qual acredito, pelas provas de qualidade cidadã, humana e associativa no seu percurso, que representará de igual forma todos os estudantes. Muitos deles entram pela primeira vez nesta casa, mas acredito que estes dirigentes serão capazes de ir de encontro às exigências das suas funções.

8- Pensa que este percurso de associativismo será relevante para o seu futuro. Em que medida?

Atualmente, no mercado de trabalho, concluir uma licenciatura é quase obrigatório, sendo que um mestrado é visto como um fator diferenciador. Após ter terminado a licenciatura em Direito e estando agora a realizar o mestrado, reconheço a necessidade e a importância de explorar também para lá daquela que é a minha área de estudo.

Através das oportunidades que tive nas associações de que fiz parte, ocupar espaços que não são direcionados para o meu curso permitiu-me ganhar competências que não são tão inerentes e desenvolvidas num percurso académico tradicional, isto é, conhecimentos mais práticos, que ganhamos em contexto de trabalho.

Adquirir competências como a gestão de tempo, a gestão de equipas, a definição de métodos de trabalho, será muito provavelmente benéfico para uma preparação para contexto profissional. Para um possível empregador ou avaliador de currículos, a perceção de que fui ocupando funções que exigiam uma forte responsabilidade, gestão de equipa, representação, são tudo fatores que mostram potencial e, em princípio, bons resultados.

Sendo certo que, por mais benéfico que este tipo de percurso possa ser do ponto de vista pessoal e profissional, não acredito que seja ou possa sequer ser a prioridade com que nos propomos a desempenhar estas funções.

9- Quais serão as maiores dificuldades que antevê, e com as quais se irá debater enquanto Presidente da AAUMinho? Quais são as suas maiores preocupações com os estudantes da UMinho?

Como já tive a oportunidade de mencionar, sinto que ao longo das últimas décadas, o ensino superior tem vindo a ser altamente desconsiderado no panorama político português, não existindo um investimento adequado. Desta forma, são vários os problemas que poderia elencar, mas procurarei tocar em 3/4 pontos que considero prioritários.

Em primeiro lugar a questão do alojamento estudantil. Preocupa-nos como é que ao fim de tantos anos (23 desde da última vez em que se construiu uma residência universitária) ainda sejam parcas as evoluções quanto a esta matéria. Felizmente, no caso da cidade de Braga, vimos uma luz ao fundo do túnel com o projeto da conversão da antiga fábrica Confiança numa residência universitária, depois de frustradas tentativas de encontrar uma casa para os estudantes minhotos. Infelizmente, em Guimarães, o cenário antevê-se mais negro, onde a possibilidade de reconversão da antiga escola de Santa Luzia parece cada vez mais uma miragem, por inércia do governo que tarda em transferir este equipamento para a esfera autárquica. Temo que por essa razão podemos perder aqui uma oportunidade de aproveitar aqueles que são os fundos do PRR, não encontrando assim uma solução para esta cidade.

Paralelamente consideramos relevante a criação de um complemento de transportes e de aquisição de materiais para os estudantes carenciados. No caso do primeiro, são milhares os estudantes que se deslocam diariamente provenientes de vários concelhos para a UMinho e que gastam dezenas de euros mensalmente em transportes, muitos deles com poucas condições financeiras e que acabam por gastar mais em transportes do que na propina mensal. No que concerne aos materiais, são vários os casos em que os estudantes para conseguirem realizar o curso precisam de adquirir materiais caríssimos sem qualquer tipo de apoio. Posso, a título de exemplo, abordar a questão dos estudantes de artes visuais, arquitetura ou música, entre muitos outros.

Por fim, outra das preocupações que merece destaque prende-se com a segurança nos campi e zonas envolventes. É fundamental que haja uma resposta eficaz do estado central nas nossas forças de segurança através do reforço de meios, para que estes possam garantir o cumprimento de um direito que é de todos, a segurança pública. Além disso, é importante acompanhar a Universidade na adoção de medidas de salvaguarda da segurança dos estudantes nos campi.

Em síntese, estas são algumas das preocupações que são para nós uma prioridade. Ainda temos um longo caminho a percorrer no que diz respeito aos problemas no ensino superior.

11- A abstenção voltou a ser muito expressiva nestas eleições. Que estratégias para uma maior aproximação a todos os estudantes de forma a alargar a representatividade?

Nestes dois últimos anos a pandemia veio obrigar a um maior contacto digital, o que levou ao cansaço dos estudantes por receberem praticamente toda a informação através do mesmo meio e por, inclusive, verem as suas interações sociais passarem para um contexto digital.

Esperamos este ano um regresso mais próximo da normalidade, que nos permita marcar uma presença mais estreita com os estudantes e que permita auscultá-los sobre as suas necessidades, de um modo natural. Para isso, contamos conseguir voltar a realizar grande parte das atividades em modo presencial, permitindo-nos ter um contacto mais direto com os estudantes, tanto para divulgação das atividades nos campi como para obter feedback.

Além disto, com o avanço do projeto da sede de Gualtar e com a reabilitação da sede de Azurém, permitindo a existência de mais um espaço de trabalho, contamos marcar uma maior presença e estar mais visíveis junto dos estudantes da academia minhota.

Em suma, estes são pontos estratégicos a serem desenvolvidos e trabalhados ao longo do ano de forma a incentivar a proximidade dos estudantes à estrutura da AAUMinho e, consequentemente, a impulsionar a sua vontade de participar nas eleições dos órgãos sociais e restantes atividades.

12- Na sua opinião, a AAUMinho tem contribuído para melhorar o desempenho/funcionamento da Universidade? Em que aspetos?

Acredito que sim. A AAUMinho tem a meu ver contribuído de duas formas, seja numa lógica de parceiro institucional, como é por exemplo na competição desportiva, na sua partição no Centro IDEA contribuindo para a inovação pedagógica na UMinho, no Fundo de Apoio Social onde teve um papel preponderante na criação do apoio informático ou na START POINT, assumindo-se esta como uma das ferramentas centrais no contacto entre os estudantes desta academia e o mercado de trabalho, havendo muitas outras áreas onde o mesmo se verifica.

Numa outra forma, como consultora e ponte com a comunidade estudantil em diversas vertentes procurando que a voz dos mesmos seja ouvida pela instituição e que sejam criadas e acauteladas soluções aos problemas que os mesmos enfrentam.

13- Qual a situação e quais os últimos desenvolvimentos sobre o projeto da nova sede da AAUMinho? Já há data para o arranque da obra?

O projeto da nova sede da AAUMinho é um dos grandes projetos deste mandato, o desenho já está praticamente concluído, sendo que estamos agora a finalizar os últimos aspetos relacionados com os Grupos Culturais. Os próximos passos passarão pela arquitetura e pelas especialidades de engenharia, para podermos dar início ao processo da construção. Só depois desta fase conseguimos prever uma data para se iniciarem os trabalhos e, por consequência, da conclusão da própria obra.

Esperemos que apesar de tudo seja um processo relativamente rápido e que comece a sua construção o quanto antes para que possamos oferecer a todos os Grupos Culturais condições condignas ao seu desenvolvimento, um espaço aberto a todos os estudantes e claro um espaço de trabalho para os dirigentes e recursos humanos profissionais da Associação Académica.

14- A Gata na Praia e o Enterro da Gata são duas das iniciativas mais aguardadas pelos estudantes ao longo do ano. Num contexto ainda de tanta incerteza, como estão a ser pensadas/projetadas estas atividades para este ano?

Como tenho vindo a responder às restantes questões, um dos nossos objetivos é regressar à atividade presencial e estas duas atividades, para além de todas as que integrarão o Plano de Atividades da AAUMinho, não são exceção.

Será um ano revestido de particular significado, um ano de reencontro de gerações que por infortúnio não se puderam despedir destes momentos e por outro lado o apresentar desses momentos a uma geração de estudantes que não teve ainda a oportunidade de os viver.

15- A AAUMinho e os SASUM são parceiros estratégicos em várias áreas. Como vê o trabalho prestado pelos SASUM, e que importância lhes atribui na contribuição para o bem-estar e qualidade de vida dos estudantes?

A relação institucional que existe entre a AAUMinho e os SASUM ao longo dos últimos anos é, de forma geral, bastante positiva. Um dos bons exemplos que podemos salientar é o desporto universitário, que se tem traduzido em ótimos resultados, quer ao nível da participação dos nossos atletas, bem como ao nível da organização de eventos. Não é por acaso que no último ano conseguimos vencer, a nível nacional, o troféu universitário de clubes da FADU. Paralelamente, conseguimos organizar em conjunto diversas competições internacionais, como os mais recentes Campeonatos Mundial de Ciclismo (2018) e o Europeu Universitário de Futsal (2019), sendo que fomos recentemente convidados, a menos de 6 meses da competição, a organizar o Mundial Universitário de Futsal em julho deste ano.

Não obstante, considero que esta relação pode ser ainda mais desenvolvida em outras áreas, como é o caso da cultura. Neste ponto, sinto que ainda há um caminho interessante a percorrer entre ambas as instituições e que certamente merecerá reflexão nos próximos tempos.

Por fim, não posso deixar de referir a questão do financiamento dos SASUM. Quer em relação ao seu financiamento próprio, onde deveria existir um maior investimento, tanto ao nível do seu financiamento propriamente dito, como ao nível da contratação de mais recursos humanos, dando assim resposta a muitos dos problemas dos estudantes como, por exemplo, os processos de atribuição de bolsas.

16- Recentemente, foi anunciada a atribuição à UMINHO/AAUMinho do Campeonato Mundial Universitário de Futsal 2022, que decorrerá de 18 a 24 de julho, na UMinho. Quais as expectativas em torno deste importante evento?

Não esperávamos esta atribuição de última hora, o país que ia receber esta competição desistiu, levando a FISU a procurar a Universidade do Minho, os seus Serviços de Ação Social e a Associação Académica, porque entendeu que nestas circunstâncias seria a competência, a experiência e a colaboração deste conjunto de instituições que seriam capazes de garantir um evento desportivo do mais alto nível com o necessário e elevado grau de qualidade.

Vemos esta questão como um fator positivo, um sinal de confiança e reconhecimento do trabalho e das capacidades daquele que tem vindo a ser feito por parte da UMinho e AAUMinho. Será um trabalho difícil e existe alguma apreensão por existir um tempo de preparação reduzido para aquele que é o normal, pois falamos de 6 meses de preparação e organização e não dos 2 anos habituais. Apesar disso, estamos confiantes e motivados, será certamente um feito positivo tanto para o desporto na Universidade do Minho, como para a cidade e o país, ao envolver tantas pessoas.

17- Que avaliação faz da política que tem sido seguida a nível da ação social no ensino superior pelo Governo?

Esta é mais uma questão que por si só poderia dar lugar a mais uma entrevista. Ainda assim procurarei ser objetivo em dois ou três pontos que considero mais urgentes. Como já tive a oportunidade de referir em vários momentos, há um claro desinvestimento e desconsideração política no que ao ensino superior diz respeito. E isso tem repercussões claras na ação social, onde temos os Serviços de Acção Social em falência pelo país, serviços esses que, com parcos recursos financeiros e ao nível dos recursos humanos, têm que encontrar soluções para os problemas estudantis. Infelizmente o cenário dos Serviços de Acção Social aos dias de hoje é difícil, muito por culpa do desinvestimento por parte da tutela, ao longo dos anos, que resulta em consequências claras na vida dos estudantes.

Seja ao nível dos atrasos na atribuição das bolsas de estudo ou na falta de apoios para a aquisição de materiais e de apoios para a mobilidade e transportes. Paralelamente, há uma clara falta de resposta no que concerne às bolsas de estudo para os mestrados, onde infelizmente as bolsas mínimas não cobrem sequer o valor da propina de mestrado.

Por fim, não posso deixar de referir mais uma vez a necessidade do aumento de camas disponíveis em residências universitárias públicas, que infelizmente ainda são uma miragem em muitos dos casos, deixando centenas de estudantes numa situação delicada.

Hoje, o problema do alojamento estudantil assume-se como uma das maiores barreiras no que diz respeito ao acesso e frequência do ensino superior, sendo um dos maiores custos que milhares de estudantes tem que suportar. Esta é claramente uma das nossas maiores preocupações.

18- Que “marca” gostaria de deixar enquanto presidente da AAUMinho?

A AAUMinho ao longo destes 44 anos tem sido construída pelos vários presidentes, dirigentes associativos e estudantes que passaram pela Universidade. Enquanto Presidente da AAUMinho para o mandato de 2022, espero fazer jus às direções que antecederam e que fizeram da AAUMinho o que ela é hoje, conseguindo torná-la ainda melhor, na certeza de que esta casa será sempre um projeto inacabado.

Assumir este papel leva a uma responsabilidade acrescida de agarrar este legado e conseguir ir para lá do que já existe e tem sido alcançado de ano para ano. Esta é uma marca que fica não só na estrutura, mas nos próprios dirigentes. Espero poder ser para a minha direção o que os presidentes e restantes dirigentes, das direções de que fiz parte, foram para mim, um exemplo e fonte de conhecimento.

Este ano ficará essencialmente marcado pelo retorno das atividades, que devido ao contexto pandémico não podiam ser realizadas e pelas sedes da AAUMinho, o novo projeto para Gualtar e a reabilitação de Guimarães. Ambos pontos essenciais para garantir o contacto e proximidade com os estudantes, pois ajudar um estudante é promover uma universidade mais funcional.

19- Uma mensagem aos estudantes da UMinho?

Acima de tudo não poderia deixar de transmitir uma mensagem de confiança e de esperança! Confiança na medida em que podem contar comigo e com a direção da AAUMinho para defender aquelas que são as preocupações dos estudantes, em geral e da academia, em particular. Espero que não tenham receio de procurar e recorrer à AAUMinho para resolver os seus problemas. Paralelamente quero passar uma mensagem de esperança, sobretudo para as novas gerações, que infelizmente tiveram o infortúnio de entrar na Universidade em pleno contexto pandémico.

Este ano é um ano que espero ser de retoma da atividade plena da AAUMinho e da Universidade, bem como de todo o contexto associativo e recreativo envolvente. E dessa forma é importante que todos se envolvam ao máximo na academia, participem nas atividades, colaborem ativamente, que procurem ter um papel ativo nos núcleos, secções e delegações, bem como nos grupos culturais. Porque estes anos são viagem. E quanto mais derem a esta casa, mais dela receberão!

Fonte: SASUM

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