Azevedeo (3)
Entrevista.com, 03.08.2021 às 11:10
PERCURSOS…
Carlos Azevedo nasceu e vive em Guimarães há 53 anos. Está no Departamento de Desporto e Cultura dos SASUM há 19 anos e é um dos rostos que mais reconhecemos no Pavilhão Desportivo do campus de Azurém.

O trabalhador fala-nos do seu percurso de vida e experiência profissional, conta como é vivido o dia a dia e apresenta-se com um otimismo moderado sobre o futuro. 

Quem é Carlos Azevedo?

Sou uma pessoa calma e serena. Sempre tive uma consciência para intervir na sociedade que me rodeava. Fiz parte dos escuteiros, fiz parte dos órgãos sociais da Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM), fiz parte dos extintos REOGUM (Representantes dos Estudantes nos Órgãos de Governo da UMinho), fiz parte de órgãos sociais de várias associações de pais, e, atualmente, sou representante eleito dos trabalhadores no Senado Académico da Universidade do Minho. 

Como chegou aos SASUM e quando?

Comecei a minha colaboração com os Serviços de Acção Social da Universidade do Minho (SASUM), quando o bar académico, aqui em Azurém, passou para a gestão dos Serviços, a convite do administrador da altura, o Dr. Armando Osório, e fiquei responsável desta unidade. Quando os serviços decidiram devolver a gestão à AAUM, e as instalações desportivas em Azurém estavam quase concluídas, fui convidado para integrar este novo projeto. 

Porquê a área do desporto? Foi uma opção?

Vim para a área do desporto por acidente de percurso! 

Gosta do que faz?

Sim, adoro o contacto com as pessoas, este trabalho permite-me conhecer/contactar uma grande variedade de pessoas. 

O que mais o motiva no dia a dia no desenvolvimento do seu trabalho?

Fundamentalmente é a possibilidade de contribuir para o desenvolvimento e apoio à comunidade onde estou inserido. 

Como é um dia de trabalho de Carlos Azevedo?

Depende muito dos dias, da altura do ano e dos eventos que decorrem nestas instalações. Maioritariamente é o atendimento ao público, o processo burocrático da faturação, apoio aos colegas. 

Como caracteriza o trabalho que é feito no DDC, em especial no campus de Azurém?

É um trabalho que visa o apoio à prática da atividade física da comunidade, de forma a atingirem um desenvolvimento harmonioso como um todo. “Mens sana in corpore sano”! 

Quais são as melhores e as piores memórias que tem do seu trajeto nos SASUM?

Como melhores memórias tenho os eventos internacionais em que participei, enquanto parte da organização, como o europeu de Basquetebol (2006), o mundial de xadrez (2012), o mundial de andebol (2014), e ultimamente as fases finais dos CNU’s (2019). Como pior memória, foi este confinamento em que me vi privado do contacto com os colegas e com os utentes. 

Como tem sido passar por esta pandemia, a nível pessoal e profissional?

A nível pessoal foi um período bastante conturbado, inicialmente tive algum receio pelo que poderia acontecer à minha família, amigos e comunidade. Com o tempo, fui-me habituando à situação, ao ponto de fazer uma vida quase normal, mas claro, mudando algumas rotinas e tendo algum cuidado na forma como interajo com os outros. Custou muito a perda da Liberdade, esse conceito muitas vezes esquecido, mas que é fundamental para o nosso dia a dia. Em termos profissionais, foi complicado, os Serviços tiveram que encerrar! Quando reabrimos tivemos que adquirir novas rotinas, novos procedimentos, mas com resultados muito satisfatórios. 

Como olha para o futuro?

Com um otimismo moderado, com as alterações climáticas, com os avanços da tecnologia, com a alteração de poder entre os vários países, as questões religiosas, o desenvolvimento dos países mais pobres, acredito que vamos passar por algumas “revoluções”, mas que no final, os nossos filhos vivam numa sociedade global mais justa.

 

Curiosidades

O que o marcou?

O nascimento dos meus filhos.

O que ainda não fez?

Tanta coisa…Gostava de viajar mais, conhecer outras culturas e outras formas de pensar! E acabar o curso que está interrompido…

Ainda tem um grande sonho?

Não, agora só desejo ser feliz!

Livro?

Tenho vários, mas de momento o que estou a ler: “O Castelo” de Franz Kafka

Filme?

Um que vi recentemente: “O homem que vendeu a sua pele” de Kaouther Ben Hania

Uma música e/ou um músico?

Ultimamente estou numa fase de Ludovico Einaidi

O que gosta de fazer nos tempos livres?

O Associativismo, caminhar, ler, cinema…

Vício?

Cigarro

Um lugar?

Guimarães, Terra onde nasci…

A Universidade do Minho?

A minha segunda Casa…

Fonte: SASUM

Foto: Nuno Gonçalves

Arquivo de 2021