Ferreirinha (10)
Entrevista.com, 07.06.2021 às 14:13
PERCURSOS…
Helena Ferreirinha está na Divisão de Recursos Humanos dos Serviços de Acção Social da Universidade do Minho (DRH-SASUM) desde o início deste ano, depois de 11 anos no Departamento Alimentar. É a prova viva de que nunca é tarde para estudar e que o esforço compensa!

A trabalhadora fala-nos do seu percurso de vida e experiência profissional, conta como é vivido o dia a dia na sua Divisão e apresenta-nos um futuro onde a coragem e a motivação são ingredientes essenciais para ir mais além.  

Caracteriza-se como uma pessoa simples, curiosa, resiliente, extrovertida, que adora desafios e que acredita que o melhor está para vir. “Sinto-me uma privilegiada em fazer parte desta comunidade”, diz. 

Como e quando chegou aos SASUM? 

Cheguei em 2009, através de um concurso. Entrei para o Departamento Alimentar como assistente operacional onde estive 11 anos, 7 no bar do CP2 e 4 no no bar da Escola de Medicina, apesar de ter passado por quase todas as unidades alimentares e ter trabalhado com vários colegas.

Embora me sentisse bem, o “bichinho” dos estudos estava sempre a desafiar-me, dizia muitas vezes que queria aprender mais, tirar uma licenciatura, nem que fosse na idade da reforma. Entre conversas fluidas tomei conhecimento do “concurso especial para maiores de 23 anos” da Universidade do Minho. Cheia de coragem lá me inscrevi com a ideia, porém, de que me ia testar, de que ia ver se conseguia, pois, tinha a certeza de que não seria fácil após tantos anos sem de estudar. Mas a experiência foi maravilhosa e enriquecedora, sem dúvida! Tive a sorte de conhecer pessoas extraordinárias e o grupo foi tão unido que não mais me deixou ficar por ali, a vontade era de continuar.

Em casa, sentindo-me sempre apoiada e motivada, o assunto era “se é para satisfação pessoal porque não vais para Educação, que é tão abrangente?” E lá fui para a Licenciatura em Educação. 

É ainda recente a sua afetação à Divisão de Recursos Humanos dos SASUM. O que motivou/originou esta mudança? 

Sim, estou desde janeiro na Divisão de Recursos Humanos.

No 3.º ano da licenciatura aquando a escolha pela área preferida - Formação e Gestão de Recursos Humanos; Comunicação e Mediação na Formação e Educação de Adultos e; Intervenção Comunitária, foi com a minha opção feita em Formação e Gestão de Recursos Humanos que surgiu a oportunidade de fazer o meu Projeto e Seminário nos SASUM. Também, por questões de agilização de horário e tempo disponível. Talvez tenha sido por isso que me proporcionaram, que me deram a oportunidade de mudança para os Recursos Humanos…

Acredito que daqui por diante é aprender e aprender, já que todos os dias são dias para adquirir mais conhecimentos, mais aptidões e estar, sempre, apta às mudanças. 

Tem sido fácil a adaptação? 

“Adaptação, resiliência, organização, flexibilidade e disponibilidade para aprender”.

Acredito, decididamente, que é na hora em que mudamos, que nos despimos do velho e começamos a construir o novo eu. Neste sentido, com a colaboração e disponibilidade de todos os colegas, tem sido muito agradável a adaptação. 

Gosta do que faz? 

Muito. Os Recursos Humanos são muito mais que contratar, acolher e pagar salários aos trabalhadores, no fundo, é colocarmo-nos no lugar do outro. É ter a certeza de que o bem-estar dos trabalhadores é fundamental para a organização, bem como para o sucesso da mesma. 

O que mais o motiva no dia a dia no desenvolvimento do seu trabalho? 

Ver o resultado do meu trajeto incentiva-me a continuar, a querer fazer mais e melhor, tornando-me mais produtiva.

Neste curto espaço de tempo, consegui perceber que trabalhar na Divisão de Recursos Humanos não é tão simples quanto parece, pois, embora o serviço esteja fragmentado, requer sempre conhecimentos amplos e diversificados. Desta forma, o que mais me motiva é a diversidade de tarefas e que nenhum dia é igual ao outro, não existe monotonia. 

Como é um dia de trabalho de Helena Ferreirinha? 

O meu dia começa por efetuar o registo diário da correspondência e a partir das prioridades defino as tarefas seguintes, estas consistem em divulgar despachos, circulares, garantir o arquivo dos documentos pessoais, assim como os da assiduidade nas respetivas pastas e manter atualizado os dados pessoais dos trabalhadores. Presto ainda informações e faço deslocações às unidades, garantindo o esclarecimento e o contacto direto com os trabalhadores. No entanto, tenho noção de que ainda tenho muito que aprender. 

Quais são as melhores e as piores memórias que tem do seu trajeto nos SASUM? 

Não gosto de falar das piores memórias, essas são “demasiado minhas”. Quanto às melhores são muitas…o meu primeiro dia nos SASUM, em 2016 quando ingressei como aluna, e, agora, com a oportunidade de trabalhar na Divisão de Recursos Humanos serão talvez os mais relevantes, mas a par desses têm sido muitos. 

Como olha para o futuro? 

Olho com esperança, tranquilidade e gratidão. Sou por natureza muito positiva. 

Curiosidades 

O que a marcou? 

O nascimento prematuro do meu filho. 

O que ainda não fez?

Muita coisa! 

Ainda tem um grande sonho?

Claro que sim, devemos sonhar sempre. 

Livro?

“O ensaio sobre a cegueira”. 

Filme? 

A Guerra das Rosas de Danny DeVito. 

Uma música e/ou um músico? 

"Anel de rubi" de Rui Veloso. 

O que gosta de fazer nos tempos livres?  

À mesa com amigos, todo o tipo de lavores e ler, adoro livros. 

Vício? 

Já fui viciada no SUDOKU, neste momento, acho que não tenho nenhum. 

Um lugar? 

O meu “reino maravilhoso”, Trás-os-Montes.   

A Universidade do Minho? 

A Universidade do Minho tem sido a minha casa. Fazer parte desta família é um orgulho para mim.

Pela transformação que a UMinho me proporcionou, hoje sou claramente, uma pessoa diferente.

Texto: Ana Marques 

 Foto: Nuno Gonçalves

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