reitor2017-eh--4-
Entrevista.com, 16.03.2017
“No século XXI as universidades terão de se afirmar por marcas identitárias próprias. Só a Universidade autónoma pode ser diferente.”
UMinho
A escassos meses de deixar a liderança da Universidade do Minho (UMinho) que vai a eleições no início do próximo ano letivo, o reitor António Cunha esteve à conversa com o UMdicas onde nos falou do trajeto de quase oito anos à frente dos destinos da Academia, do presente e do futuro, seu e da Instituição.

Oito anos à frente dos destinos da Universidade do Minho transformaram António Cunha? Sente que mudou enquanto pessoa e profissional?

Foram oito anos muito intensos e muito gratificantes, repletos de interações variadas e de desafios exigentes. A grande maioria das ações que estavam previstas nos planos para os dois quadriénios foram concretizadas.

Para além dos resultados conseguidos, têm sido anos de uma entrega total à Instituição, necessariamente muito marcantes na dimensão pessoal.

É um homem da "casa", formou-se e fez todo o seu trajeto académico na UMinho. Isso tem sido uma mais-valia para a concretização do seu papel enquanto Reitor?

A formação e percurso académicos foram realizados na UMinho. No entanto, quer durante o meu doutoramento, quer nas minhas atividades de professor, investigador e de gestor universitário tive muitos períodos no estrangeiro, nomeadamente, universidades, centros de investigação e empresas. Esse percurso deu-me uma visão alargada sobre o ensino superior e a investigação em termos internacionais. Neste contexto, o meu conhecimento da realidade interna aliado às experiências externas tornou-se muito importante para o desempenho deste cargo.

Enquanto Reitor, qual foi a decisão mais difícil que tomou? Pode partilhar?

Nestas funções temos que tomar muitas decisões por dia, incluindo algumas desagradáveis ou pouco simpáticas. Mas essas decisões resultam de um quadro de referência e da informação desenvolvida na sua preparação. Por isso, na maioria dos casos e por mais difíceis que sejam, as decisões são o corolário natural de um processo estruturado.

No entanto, não tenho dúvidas sobre o momento mais doloroso destes mandatos - a morte de três estudantes, em abril de 2014, num acidente de triste memória.

E aquela que mais o satisfez? Da qual sente maior orgulho?

A mudança de regime jurídico que transformou a UMinho numa fundação pública com regime de direito privado. Foi um processo longo, muito discutido internamente, que tornará a UMinho mais autónoma e mais responsável.

Quais foram as maiores dificuldades que encontrou no desenvolvimento do seu trabalho à frente da UMinho?

Identificaria dificuldades de três tipos.

A situação em que a UMinho se encontrava quando iniciei o primeiro mandato, caracterizada por: um elevado nível de crispação entre pessoas e órgãos com diversas fraturas internas; uma situação financeira problemática; um sistema de informação para a gestão e práticas de prestação de contas muito débeis; e uma Instituição com pouca afirmação nos contextos nacional e internacional; bem como a inexistência de qualquer projeto em fase de preparação.

O ano de 2010 foi de uma grande esperança que haveria de ser fortemente restringida pela crise que teve impacto especial nos anos de 2011 a 2014. Esta conhecida crise teve consequências muito negativas, não só em termos financeiros, mas também na autonomia financeira e administrativa das universidades.

Em termos internos, penso que as maiores dificuldades resultam de lógicas corporativas de alguns grupos que têm dificuldade em pensar o coletivo e os interesses maiores do Projeto UMinho.

As mudanças na UMinho ao longo destes quase oito anos têm sido muitas? estruturas e infraestruturas, organização, parcerias, gestão e até de regime jurídico, entre outras. Há uma UMinho antes e pós António Cunha?

Sim, há uma Universidade diferente, mas isso deve-se a três fatores: a lei 69/2007 - o RJIES (Regime Jurídico das Instituições do Ensino Superior) - que, na UMinho se tornou efetiva a partir de 2009, alterando muito positivamente o modelo de governação da Universidade; as mudanças ocorridas no mundo ao longo destes anos, nomeadamente no mundo do conhecimento e da informação; e as estratégias implementadas pelas equipas reitorais que tive o privilégio de liderar. Acresce que durante estes anos consumou-se, naturalmente, o processo de saída de cena dos protagonistas que fundaram a instituição e uma consequente mudança geracional na direção da Universidade e das suas unidades orgânicas.

Por tudo isto, temos uma UMinho diferente - mais centrada na investigação, mais aberta ao exterior, mais internacionalizada e mais atrativa.

No seu entender quais foram as alterações mais significativas na Academia nestes anos e quais as que vão continuar a ter grandes reflexos para o futuro?

Verificaram-se alterações em muitas dimensões da atividade da Universidade, desde logo na consensualização e endogeneização do conceito de universidade completa, com uma aposta muito grande na oferta educativa em estudos artísticos e o consequente arranque de atividades de investigação nestes domínios. Este conceito foi um elemento estruturante dos programas de ação dos meus mandatos.

A aposta na investigação e na ciência aberta que posicionaram a UMinho como Universidade de referência no contexto internacional e fizeram crescer para 10% a nossa quota na produção científica nacional, a partir de 32 centros, 41% dos quais com classificação de excecional ou excelente. O IB-S (Instituto para a Bio-Sustentabilidade) é a primeira iniciativa multidisciplinar com infraestruturas de investigação próprias. O QuantaLab, em parceria com o INL, será o próximo passo.

A forte aposta na qualidade do ensino com a extensa adequação da oferta formativa, incluindo a introdução de disciplinas transversais ? as opções UMinho; a criação e operacionalização do GAE (Gabinete de Apoio ao Ensino); e com o desenvolvimento de um sistema de garantia da qualidade. Esta aposta foi acompanhada de grande investimento em infraestruturas como é o caso da Biblioteca de Azurém e as salas de estudo 7 dias/24 horas. O ensino a distância, que já conta com 1.500 estudantes, crescerá muito nos próximos anos.

O reforço da interação com a sociedade onde a dimensão e impacto de iniciativas tão diferentes como Couros, com a Autarquia de Guimarães, a colaboração com a InvestBraga, a criação do Centro Clínico Académico, o Projeto Bosch ou as Casas do Conhecimento, deixarão marcas muito positivas sobre o que é possível neste domínio.

A maior institucionalização da internacionalização da Universidade e das estruturas para a sua promoção. O crescimento do Instituto Confúcio, a Unidade Operacional da Universidade das Nações Unidas, o programa MIT-Portugal, bem como o facto de termos projetos com todos os países da CPLP são bons exemplos.

Na componente interna, as alterações também são profundas. O nível de autonomia das unidades orgânicas de ensino e investigação não é comparável com o existente há oito anos atrás. Foi implementado um sistema de informação eficiente acompanhado de uma extensa e profícua desmaterialização de processos. Presumo que muitas das críticas de que estes sistemas são alvo, resultam do desconhecimento do exigente quadro legal a que estamos obrigados, com responsabilidades pessoais e criminais para os membros do Conselho de Gestão da Universidade.

O sistema interno de saúde, higiene e segurança no trabalho, que fez da UMinho a primeira universidade portuguesa com um parque edificado auditado positivamente pela Agência Nacional de Proteção Civil.

A Universidade tornou-se mais inclusiva, procurando garantir que nenhum estudante com aproveitamento a abandona por razões financeiras. Para além das 5.500 bolsas da Ação Social Escolar, concedemos, no último ano, 140 apoios do nosso Fundo de Emergência Social e várias bolsas de empresas.

Por fim, gostaria ainda de referir a aposta na sustentabilidade e a institucionalização dos Relatórios de Sustentabilidade; a criação da Comissão de Ética que deverá ser transformada em Conselho de Ética com a expectável aprovação dos estatutos que estão em discussão pública; a dinâmica do projeto Alumni e do Gabinete de Desenvolvimento.

A passagem da UMinho a Fundação foi sem dúvida das mudanças que mais controvérsia causou. Agora que já é uma realidade, em que sentidos se tem refletido esta mudança, ou o que se espera no futuro?

Esta mudança de regime trará alterações de um modo progressivo, que agora se inicia em resultado da homologação dos novos estatutos, em novembro de 2016, e a entrada em funcionamento do Conselho de Curadores, em fevereiro passado.

Em 2016 já beneficiamos deste regime, em termos de compras públicas e procedimentos burocráticos na admissão de pessoal. No entanto, durante 2017 as evidências vão ser maiores. Acredito que as maiores alterações vão ocorrer no médio prazo com a UMinho a crescer institucionalmente robustecendo os seus processos de decisão interna.

A facilidade de contratação, principalmente de pessoal não docente, foi uma das grandes bandeiras do Reitor na defesa desta alteração de regime. Para quando a abertura da contratação de pessoas que estão à espera por um ?vínculo? mais estável na Universidade?

De facto, essa vai ser uma alteração muito notória. A muito curto prazo, nas próximas semanas, serão lançados cerca de 50 concursos para pessoal não docente.

A UMinho faz 43 anos, está com um corpo docente e infraestruturas envelhecidas. O que tem sido feito no sentido de inverter esta tendência?

Estamos atentos a essa questão que resultou do quadro de crise nacional dos últimos anos, com conhecidas restrições financeiras e limitações à contratação de pessoal na Administração Pública.

Anunciei na Sessão Comemorativa do passado dia 17 de fevereiro que, nos próximos 3 anos, esperamos abrir 300 concursos para investigadores e professores auxiliares. De facto, pensamos que as alterações legislativas e apoios públicos recentemente anunciados pela tutela, a situação financeira da Universidade e a maior flexibilidade inerente ao regime fundacional permitem ter esta ambição.

Considerada uma Universidade jovem, a UMinho está nos principais rankings mundiais. Qual tem sido a estratégia para conseguir lá chegar e se manter?

Não se pode dizer que a UMinho tem uma estratégia para o efeito. O nosso posicionamento nesses rankings é resultado de um conjunto de indicadores, em muitos casos obtidos sem a nossa intervenção. Alguns desses indicadores estão muito alinhados com a nossa estratégia, seja no sucesso escolar, na publicação científica ou no impacto na economia regional.

Certamente que a UMinho tem vindo a reforçar a qualidade da informação que disponibiliza para o efeito e que é utilizada por algumas das entidades responsáveis por esses rankings.

Quais os principais fatores que contribuem para o sucesso da UMinho?

Estamos a falar de uma Universidade, pelo que o principal fator só pode ser as pessoas. Aquilo que somos e os sucessos que conseguimos devem-se aos nossos docentes, investigadores e pessoal técnico e administrativo. O nosso sucesso deve-se, também e de forma decisiva, aos nossos estudantes.

Haveria muito a referir sobre este assunto, mas há uma forma de sentir a UMinho que se traduz numa coesão muito forte da comunidade que faz esta Universidade.

Certamente que também existem fatores objetivos associados à nossa realidade e à nossa envolvente como, por exemplo: o nosso sistema integrado de gestão e a nossa fortíssima interação com as cidades que nos acolhem.

Até que ponto a crise económica que se instalou nos últimos anos tem afetado o bom desempenho da UMinho?

Para além de ter sido responsável por muitos dos meus cabelos brancos, tornou tudo mais difícil. Inibiu crescer tanto como pretendíamos, fez adiar alguns projetos, limitou imenso os trabalhos de manutenção de edifícios e equipamentos e provocou grandes constrangimentos na contratação de pessoal.

Os últimos anos não têm sido fáceis para o Ensino Superior em Portugal. O que esperar de 2017?

O quadro de financiamento, em termos de Orçamento de Estado, continua muito restritivo embora tenha melhorado no que à previsibilidade diz respeito, em resultado do acordo assinado entre o Governo e o CRUP em julho passado.

Existem boas perspetivas dos projetos que temos vindo a ganhar em programas nacionais e europeus. No entanto, a execução desses projetos exige um esforço financeiro muito grande da Universidade, uma vez que as agências nacionais (FCT, ANI, CCDR-Norte) têm, por vezes, grandes atrasos nos respetivos pagamentos, como é o caso do momento presente.

Afirmou que pretendia uma almofada de 20 milhões para a UMinho. Qual a situação financeira da UMinho atualmente?

De facto, pelo que acabei de referir, seria bom trabalharmos com valores dessa monta. Como também referi no discurso de 17 de fevereiro, a situação a UMinho evoluiu muito positivamente nos últimos anos, graças ao rigor de gestão que fomos capazes de implementar.

Em que percentagem depende atualmente a UMinho do Orçamento do Estado. No seu entender, as universidades têm de encontrar cada vez mais fontes de financiamento próprias?

A dependência do OE é ligeiramente inferior a cerca de 50%, sendo inferior a 45% para as contas consolidadas com as nossas principais participadas. O desafio de encontrar outras fontes de financiamento está e estará presente no quotidiano das Universidades.

Qual o caminho que a UMinho tem feito neste sentido?

Um caminho muito positivo. Sucesso que se tem verificado em projetos nacionais e europeus, sobretudo em projetos com orçamentos elevados como são os casos do projeto Bosch ou de bolsas do European Research Council. No entanto, estes financiamentos dependem da área científica, do desempenho do grupo de investigação e da qualidade da candidatura, pelo que a sua distribuição é muito heterogénea entre as diferentes unidades de I&D da Universidade.

A poucos meses de deixar a liderança da UMinho. Como perspetiva o futuro desta?

O potencial da UMinho é grande e resulta do seu percurso, da sua coesão, dos mecanismos consolidados de interação com a sociedade e demografia positiva da sua envolvente de proximidade. A nossa comunidade, com mais de 1.300 doutorados é cientificamente robusta e está inserida em redes internacionais.

Esta realidade permite ter uma perspetiva positiva do nosso futuro. No entanto, é preciso que a Academia tenha as apostas certas, incluindo nas suas lideranças, rejeite a mediocridade e o corporativismo. Mesmo numa Universidade, onde o espirítico crítico deve ser grande, somos confrontados com a demagogia fácil, altamente nociva para a construção desse futuro.

Neste 43º aniversário quais foram os maiores desejos para a Academia?

Que cumpra cada vez melhor a sua missão de gerar, difundir e aplicar conhecimento, assente na liberdade de pensamento e na pluralidade dos exercícios críticos, promovendo a educação superior e contribuindo para a construção de um modelo de sociedade baseado em princípios humanistas, que tenha o saber, a criatividade e a inovação como fatores de crescimento, desenvolvimento sustentável, bem-estar e solidariedade.

Quem beneficia mais com quem: a UMinho com as cidades que a acolhe ou as cidades com a Universidade?

É uma relação de vantagens mútuas evidentes.

A UMinho é atrativa?

Sim, mas deverá aumentar essa atratividade no futuro. Os respetivos critérios são diferentes para estudantes nacionais ou estrangeiros. No entanto, a oferta educativa, a imagem da investigação e a qualidade das infraestruturas serão aspetos determinantes. A atratividade de uma Universidade não é independente do lugar onde está instalada. Por isso, também aqui, a colaboração proactiva com as cidades de Braga e Guimarães é essencial.

Qual é o orçamento da UMinho para este ano?

O orçamento consolidado, i.e., incluindo os SASUM e outras participadas, deverá atingir os 140 milhões de euros.

Com tantos cortes efetuados num passado recente e a necessidade de melhorar o financiamento do ensino superior, temos um ensino de maior ou menor qualidade do que há 10 anos?

A qualidade do ensino superior resulta de uma multiplicidade de fatores, incluindo a qualidade dos estudantes que recebemos, e é marcada por uma grande inércia entre o tempo da decisão e dos respetivos resultados. Acresce que esta pergunta pode ser respondida a partir de diferentes referenciais de observação do sistema. Relativamente à UMinho, não tenho dúvidas que estamos melhores.

Investigação. Que desempenho tem tido a UMinho nesta área e onde pretendemos chegar?

A UMinho tem crescido e consolidado a sua estrutura de investigação, tanto em abordagens mais fundamentais, como aplicadas. Os indicadores de publicações e os prémios científicos são uma evidência.

Tenho convictamente reafirmado a centralidade da investigação na estratégia da UMinho. Isso é essencial e é essencial que essa aposta continue no futuro.

A investigação não é só importante para consumar o ideal civilizacional de fazer avançar o conhecimento ou para ajudar a resolver o financiamento da Universidade.

A centralidade da investigação é decisiva para a qualidade do ensino e para encontrar respostas às questões e desafios que a sociedade nos coloca. De facto, porque somos e queremos continuar a ser Instituição de ensino, importa que o mesmo seja diferenciado pela investigação que fazemos. De igual modo, só daremos respostas à sociedade se tivermos conhecimento novo.

A Universidade que ensinar o que as outras ensinam e que os conteúdos estarão, cada vez mais, disponibilizados em diferentes plataformas, tornar-se-á irrelevante e terá o seu futuro comprometido.

Estou convicto que devemos caminhar no aprofundamento desta ideia. Na Universidade do futuro não terá lugar o ensino que não esteja fortemente acoplado à investigação. É um desafio que temos de vencer, expondo os nossos estudantes, desde os anos iniciais de formação, a práticas de investigação.

De facto, as universidades que não estejam centradas na investigação irão definhar nos próximos anos. Poderão subsistir como instituições, mas não serão universidades!

Qual a sua opinião sobre o trabalho desenvolvido pelo atual Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior?

É bom termos um ministério próprio, específico da ciência, tecnologia e ensino superior. É bom termos um ministro muito bem preparado para o cargo e muito conhecedor do sistema. Quanto a avaliações, devem ser feitas no fim do mandato (do Governo).

A UMinho fez vários investimentos a nível de infraestruturas no último ano. Quais foram os mais relevantes e qual o plano de investimentos da Academia a curto/médio prazo?

Nos investimentos feitos, é de assinalar o IB-S (em Gualtar e Azurém), o Biotério, a Biblioteca de Azurém, o Arquivo Distrital de Braga, a inaugurar em abril, o início da reabilitação do Largo do Paço e as infraestruturas em Couros, nomeadamente o Instituto de Design e o Centro de Formação Pós-graduada, bem como a profunda intervenção na Escola de Ciências.

A muito curto prazo, avançarão o Centro Multimédia e a reformulação do edifício 10, para alojar em Gualtar os Serviços da Administração, incluindo as Direções de Recursos Humanos e Financeira e Patrimonial. Estamos a trabalhar ativamente em projetos muito estruturantes como o Discoveries Centre/ Centro de Biomateriais Cidade de Guimarães, Centro de Supercomputação/Computação Quântica e o Centro de Medicina P5.

Muitos outros projetos estão previstos no nosso Plano de Investimentos que, certamente, serão concretizados pela próxima equipa reitoral.

Enquanto Presidente do Conselho de Reitores, qual é a sua maior preocupação?

A defesa e aprofundamento da autonomia universitária. No século XXI as universidades terão de se afirmar por marcas identitárias próprias. Só a Universidade autónoma pode ser diferente.

Quando deixar o cargo de Reitor, onde vamos ver António Cunha?

Espero que o continue a ver como trabalhador do conhecimento e, idealmente, a ajudar a construir o projeto Universidade do Minho, independentemente das funções específicas a desempenhar e onde as desempenhar.

Que mensagem gostaria de deixar à Academia?

Quero dizer que o futuro pode ser nosso e da nossa UMinho se soubermos ser atores da sua construção. Se soubermos para onde queremos ir e tivermos ideias de como lá chegar. Se formos capazes de rejeitar a mediocridade e o facilitismo.


Texto: Ana Coimbra


(Pub.Mar/2017)

Arquivo de 2017