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Entrevista.com, 29.10.2015
“O Festival de Outono são três dias de momentos altos e intensos.”
UMinho
Já na sua sexta edição, o Festival de Outono é um dos momentos altos da programação cultural na nossa região, levando ao público "dentro e fora de muros", espetáculos e iniciativas de excelente qualidade, como é por exemplo, o workshop de lomografia. Em conversa com a Presidente do Conselho Cultural da UMinho, a Professora Eduarda Keating, o UMDicas fez um balanço desta edição, das mudanças relativas a 2014, bem como dos momentos altos e do futuro.


Que balanço faz desta edição de 2015 do Festival de Outono?

A edição 2015 do Festival de Outono foi de facto um sucesso. Tratando-se da 6ª Edição temos consciência que o Festival de Outono já entrou na rotina das programações culturais das duas cidades onde a Universidade do Minho está implantada - Braga e Guimarães.

As limitações orçamentais são muito grandes e de facto contamos com imenso apoio dos agentes culturais externos à Universidade e das Unidades Culturais que integram o Conselho Cultural. Se assim não fosse não seria possível realizar um programa com tanta qualidade quase sem verbas. Este ano, a participação mais ativa do Instituto Confúcio da UM no Festival trouxe-nos também a oportunidade de contar com um belíssimo e inédito espetáculo de teatro - o teatro visual - que aprestamos pela 1ª vez, trazendo-nos uma performance diferente, interpretada por uma companhia austríaca, com histórias do oriente, que foi também um sucesso e conseguiu agregar um público de todas as idades.

O facto desta edição ter-se realizado em meados de outubro foi também positiva. Por um lado havia muita e diversa programação no mês de setembro, por outro permitiu que os alunos já se tivessem instalado, já tinha ocorrido a receção ao caloiro e a disponibilidade e apetência para aderir foi muito maior por parte dos alunos.

Relativamente ao programa de 2014, quais foram as maiores diferenças?

O Festival de Outono tem uma estrutura que, por ser bem aceite, se repete anualmente. É no entanto sempre diferente, porque os protagonistas são diferentes e as propostas dos nossos parceiros também. Este ano, por exemplo, optamos por visitas temáticas em Guimarães e levamos todos os alunos do 1º ano de Arquitetura à Sociedade Martins Sarmento, bem como um grupo grande de alunos de 1º ano de Geografia. Foi uma grande surpresa e oportunidade para todos.

Na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, organizou-se um debate temático entre escritores e público que correu muito bem.

O workshop de lomografia (fotografar commáquinas fotográficas pequenas, robustas e fáceis de usar)tornou-se icónico do Festival. É organizado em parceria com os "Encontros de Imagem" e nunca tem vagas para o público que quer participar.

Uma caraterística deste Festival que queremos manter é a diversidade do público que ele agrega. O facto de juntarmos estudantes universitários dos vários ciclos, com professores e público externo, de várias faixas etárias, dá-lhe um colorido e diversidade que é estimulante para continuar.

As visitas guiadas tiveram muita adesão por parte do público?

Imensa! As visitas guiadas são muitas e muito diversas, sempre em espaços de cultura, quer seja museus, arquivos, bibliotecas, ruínas, quer seja passeios a pé por espaços belíssimos e cheios de história em que se passa e tantas vezes não se repara ou não se sabe a origem. Neste aspeto temos cada vez mais oferta e todas as vagas para as visitas ficam preenchidas muito rapidamente.

Qual foi o momento alto desta edição?

O Festival de Outono são três dias de momentos altos e intensos. Naturalmente que os concertos e espetáculos que oferecemos são aqueles que reúnem mais pessoas por m². Por exemplo, no Concerto Inaugural, tradicionalmente a cargo da Orquestra da Universidade do Minho, que organizamos com o Departamento de Música, não cabia nem mais uma mosca no Salão Medieval. Foi um momento sublime. Mas houve o teatro que foi magnífico e, em Guimarães, no Paço dos Duques de Bragança, a atuação do coro VianaVocale, pela Academia de Música de Viana. Todos estes são momentos inesquecíveis.

As visitas guiadas ao centro da cidade nos circuitos Romano e Medieval são já emblemáticos deste Festival e a sua coordenação pelos responsáveis da Unidade de Arqueologia é inexcedível. Os alunos de arqueologia acompanham a visita apresentando-se em trajes medievais e romanos, emprestando um enquadramento lindíssimo nestes passeios.

Para 2016, há já alguma coisa em mente?

Temos vontade de estreitar relações com a AAUM e, a este propósito, há já um projeto que tem vindo a ser discutido também com a RUM, que é um parceiro privilegiado do Conselho Cultural e com quem trabalhamos durante todo o ano. Nesta fase é ainda prematuro apresenta-lo, pois está a ganhar consistência e certamente daremos conta dele ao UMDicas mal esteja amadurecido.

Texto: Nuno Gonçalves


(Pub. Out/2015)

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