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Entrevista.com, 25.01.2011
“…Um dos nossos objectivos é tornar conhecido, a vários níveis, o trabalho de qualidade que desenvolvemos. …”
UMinho
Pró-reitora para a Comunicação e Imagem, Felisbela Lopes é Professora Auxiliar no Departamento de Ciências da Comunicação do Instituto de Ciências Sociais da UMinho. É licenciada em Português-Francês, fez Provas de Aptidão Pedagógica e Capacidade Científica e Doutoramento em informação televisiva. Actualmente faz parte da equipa reitoral.

A Pró-reitora foi ainda directora do 1º Ciclo em Ciências da Comunicação, directora do Curso de Comunicação Social e directora-adjunta do Departamento de Ciências da Comunicação. É comentadora residente da RTP/RTPN, colaboradora do Público, cronista do Correio da Manhã e do Correio do Minho, etc.

É Pró-reitora para a Comunicação e Imagem . Qual é a essência desta pasta?

Ocupo-me da comunicação interna e externa que envolve a Universidade do Minho e dos principais eventos protocolares que aí decorrem.

Quais são os principais objectivos dopelouroque lidera até 2013?

Queremos tornar a comunicação interna e externa da Universidade mais efectivas. A UMinho desenvolve um trabalho de excelência em várias áreas e nem sempre isso é do domínio público. Um dos nossos objectivos é tornar conhecido, a vários níveis, o trabalho de qualidade que desenvolvemos. Procuramos também ampliar a divulgação dos nossos cursos. Vamos continuar a investir em visitas das escolas e às escolas. Em 2010, promoveram-se 261 visitas, mas queremos que esse contacto produza mais resultados. Queremos também solidificar a imagem da UMinho como uma universidade de grande qualidade e prestígio.

No Programa de acção para o quadriénio 2009-2013 uma das medidas transversais propostas é o desenvolvimento de mecanismos de comunicação e informação entre a comunidade académica. O que tem sido feito neste âmbito?

Em 2010, fizemos um enorme trabalho ao nível da divulgação da UMinho junto dos media, com resultados que nos deixam naturalmente muito satisfeitos. A nossa presença no espaço mediático cresceu 257 por cento em canais de televisão e 72 por cento na imprensa regional, por exemplo. À 6ª feira, enviamos para todos um mail com uma escolha daquilo que foi notícia durante a semana, mas nós fomos notícia muitas mais vezes... Lançámos também uma newsletter mensal, com reportagens, notícias e entrevistas, seleccionadas a partir de uma agenda de temas que estamos a construir e para a qual todos os contributos são bem recebidos. Fizemos e vamos continuar a fazer encontros entre investigadores e jornalistas a que acrescemos também, quando pertinente, outros actores, como os empresários. A relação das fontes de informação com os media nem sempre é fácil e, no caso dos académicos, há um problema acrescido: a (des)codificação da mensagem que queremos passar. É preciso juntar estes dois actores à mesma mesa e discutir novas formas de divulgar a ciência. O trabalho a fazer ao nível da comunicação é enorme. Precisamos ainda de continuar a fazer muito caminho...

Quais as conclusões/ilações que se podem retirar da acção "Fórum UMinho" ? Esta é para continuar? Neste ou noutros moldes?

O "Fórum UMinho" tem como objectivo principal abrir um espaço de diálogo dos diversos corpos da Universidade com a Reitoria. A equipa reitoral trabalha em permanência para toda a comunidade e julgamos importante que haja momentos de diálogo entre todos. Estamos disponíveis para ouvir sugestões, para responder a perguntas, para ser questionados sobre o trabalho em curso... É muito importante que toda a academia sinta que os problemas nos importam e que as soluções são encontradas, depois de ponderados vários pontos de vista. Com isto em mente, queremos continuar a promover estas reuniões, querendo-as mais participadas.



Para quando a implementação da nova linha editorial e novas linguagens no Portal de Entrada da UMinho? Em linhas gerais o que mudará?

Lançaremos um novo Portal este ano. Esse novo Portal terá quatro portas fundamentais (UMinho, estudar, investigar, viver) e quatro links destacados, três em permanência (notícias, bibliotecas e inovar & empreender) e um que irá ser saliente em determinado período (este ano será o da qualidade). Procuramos distribuir os conteúdos de forma dinâmica e estruturada, indagando previamente (com um grupo pluridisciplinar criado para o efeito) vários exemplos internacionais que julgamos ser os mais avançados. Trata-se de um Portal em construção, estando previsto um desenvolvimento que funcionará por continuidade e não por acumulação, tendo subjacente uma lógica de optimização da navegação por parte dos utilizadores.

Quais as alterações/inovações previstas para o portal dos Alunos. Que mais-valias se pretendem implementar?

Os vários Sítios e Portais da UMinho terão uma reformulação progressiva. Faremos isso de forma integrada, segundo uma programação estabelecida e sempre tendo por pano de fundo o objectivo de incrementar a acessibilidade dos utilizadores à informação relevante. No caso dos alunos, esse desígnio é ainda mais premente dada a sua centralidade na comunidade académica.

Em que estado de encontra o projecto para a criação de uma televisão interna UMinho?

O novo Portal da UMinho tem um lugar cativo para vídeos que serão divulgados nesse domínio, mas que cruzarão com outras plataformas: redes sociais, sites de outros media... Queremos, a partir daqui, construir um projecto audiovisual que apenas poderá ser solidificado, quando houver algum caminho feito a este nível. Com o portal lançado, começaremos a trabalhar na expansão audiovisual cujo projecto final irá adquirir configurações que permitam uma comunicação efectiva com a academia e com o público externo.

A Universidade do Minho é uma instituição de grande prestígio nacional e internacional no âmbito da investigação, de que forma se pode promover e projectar ainda mais a produção científica e os seus autores?

Cada um de nós é um elemento fundamental na consolidação da imagem de prestígio que a UMinho tem. Dentro ou fora do país, cada um poderá fortalecer ou a enfraquecer aquilo que os outros pensam de nós. Ao nível do meu pelouro, há várias formas de projectar a nossa investigação. Dentro dessa comunicação estratégica, tendo a valorizar a acção junto dos vários meios de comunicação social às escalas regional, nacional e internacional. Para fazer melhor esse trabalho, estabeleci canais de comunicação com todos os directores dos Centros de Investigação no sentido de nos fazerem chegar informação sobre projectos que considerem importante divulgar. É com essas referências que nos vão chegando que o Gabinete de Comunicação, Informação e Imagem está a trabalhar. É importante que todos saibam que só se pode divulgar o que é conhecido...



A presença da UMinho nas redes sociais era uma das acções propostas. Isto tem sido implementado? Na sua opinião em que aspectos isto será uma mais-valia para a UMinho?

A UMinho inaugurará este ano a presença nas redes sociais. Estas redes estão a protagonizar uma alteração nos paradigmas da comunicação, que é disruptiva e irreversível, pelo que a universidade lhe atribui uma grande importância e, nessa medida, optou pela adesão. 

A Universidade precisa de apostar no Marketing? Quais as vertentes que na sua opinião deverão ser aposta nestas campanhas da UMinho?

A Universidade do Minho precisa naturalmente de apostar no marketing. Como ponto de partida, importa sublinhar que a UMinho tem já uma marca, com imagem e posicionamento no quadro do seu espaço competitivo. No entanto, a necessidade de marketing recorrente não pode, nem deve, ser subestimada. Para dar um exemplo confinado à oferta educativa, o ano passado fizemos uma campanha de divulgação dos novos cursos em horário pós-laboral que julgamos ter sido importante. Este ano, faremos outra campanha à escala nacional (sem custos acrescidos para a UMinho).

Em linhas gerais o que se pretende no curto/médio prazo que seja o Gabinete de Comunicação, Informação e Imagem (GCII)?

O GCII é uma estrutura muito pequena, quando comparada com outras existentes nas universidades públicas. Neste momento, trabalhamos com um designer, com uma pessoa para o protocolo, com outra para as visitas das escolas e às escolas e com duas para a informação (mais uma estagiária). Com esta equipa reduzida, mas muito motivada, quero que continuemos a divulgar ainda mais o trabalho que se faz na UMinho. Temos investigadores de excelência, apresentamos uma oferta educativa de grande qualidade e isso precisa de ser conhecido fora dos campi. É nisso que todos nos concentramos.

Se tivesse que comunicar a Universidade através de uma frase, qual escolheria?

A UMinho é o espaço onde o conhecimento se cruza com a criatividade para formar os inovadores do futuro.

Texto: Ana Coimbra

anac@sas.uminho.pt

Fotografia: Nuno Gonçalves
nunog@sas.uminho.pt


(Pub. Jan/2011) 

Arquivo de 2011