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Desporto, 18.11.2020 às 11:26
Ginásios UMinho Sports mantêm a confiança dos utilizadores em tempos de COVID-19
Condições de excelência e recursos humanos competentes são as “armas” para a confiança dos utilizadores nos serviços desportivos da UMinho.

Com o desconfinamento retomou-se uma relativa normalidade e o país passou a poder fazer muitas das atividades que faziam parte do nosso quotidiano antes da COVID-19. No início do mês de junho, os ginásios de todo o país voltaram a abrir portas, mediante o cumprimento das orientações da Direção-Geral da Saúde (DGS) relativamente à segurança e higiene e que têm vindo a ser atualizadas de acordo com a evolução da situação epidemiológica.

Na Universidade do Minho (UMinho), os ginásios UMinho Sports mantiveram uma oferta online durante os meses do confinamento e retomaram as atividades ao ar livre no mês de maio. A 3 de junho, reabriram as suas instalações físicas, com as atividades presenciais de musculação e cardiofitness, treino funcional e aulas de fitness.

A retoma tem sido progressiva, e não é só porque alguém entra pela porta dos Complexos Desportivos da UMinho, em Braga ou em Guimarães, que significa que esteja pronto para voltar a treinar em ambientes fechados. Alguns ainda sentem medo, mas como conta o responsável pelo Departamento de Desporto e Cultura dos Serviços de Acção Social da UMinho (DDC SASUM), Carlos Videira, “a tendência crescente de adesão aos nossos serviços desportivos mostra que as pessoas têm confiança nas medidas que têm sido levadas a cabo no sentido de garantir a segurança de todos os utilizadores. Há uma consciencialização constante por parte dos nossos técnicos e colaboradores para o cumprimento das regras que constam do plano de contingência, sendo que as mesmas têm sido cumpridas, não se verificando problemas de contágio ou propagação do vírus”. O responsável afirma também que “se cada pessoa fizer a sua parte, respeitar a sinalética, o distanciamento físico, a higienização de materiais e o uso de máscara nos espaços comuns, não há razão para temer o regresso ao ginásio. Muito pelo contrário: a atividade física fortalece o sistema imunitário e contribui para a melhoria do nosso bem-estar”.

Para Carlos Videira, desde a abertura dos ginásios UMinho Sports em junho, o balanço é “muito positivo”, atendendo às restrições que persistem ao nível do distanciamento físico e das medidas de higienização que fizeram rever a oferta, com uma diminuição na lotação dos espaços e nas atividades que são levadas a cabo nos complexos desportivos. Mesmo tratando-se de um ano completamente atípico, em que as instalações estiveram encerradas durante três meses, o responsável aponta que já foram registadas “cerca de 3 000 inscrições e mais de 60 000 utilizações”, expondo que a quebra, em comparação com o ano passado, “é na ordem dos 50%, mas atendendo ao contexto e à tendência crescente dos últimos meses, acreditamos que há razões para estarmos satisfeitos com este nível de adesão aos serviços desportivos”.

Com o arranque do novo ano letivo e o regresso dos estudantes aos Campi, a afluência nos Ginásios da UMinho sofreu um novo input. “Entre setembro e outubro, registaram-se mais de 1 200 inscrições nos complexos desportivos e mais de 15 000 utilizações”, sublinhou o dirigente do DDC, afirmando que os serviços desportivos estão “muito perto de atingir a lotação máxima em determinados horários”, sendo que a taxa de ocupação é bastante variável em função do horário e do dia em análise. “Em termos globais, a taxa de ocupação rondará os 50%, no entanto, a mesma regista valores muito perto dos 100% no horário do final da tarde, entre as 18h e as 21h, com particular incidência nos dias de segunda, terça e quarta-feira. O horário de almoço também regista valores acima da média, sobretudo devido às atividades de fitness que decorrem de segunda a sexta-feira”, refere.

O horário alargado, entre as 8h e as 24h de segunda a sexta-feira e entre as 10h e as 19h ao sábado, permite o acesso às instalações por diferentes tipos de público, garantindo uma grande diversidade no acesso às várias atividades que fazem parte da oferta desportiva UMinho Sports, sendo que estão a ser desenvolvidas “estratégias para incentivar a utilização dos complexos desportivos em horários e dias com níveis menores de adesão”.

Segundo Carlos Videira, os bons resultados têm sido alcançados porque o Serviço tem conseguido transmitir segurança aos clientes. “Recentemente foi reforçada a sinalética e a informação prestada sobre todas as regras de segurança. Isto porque à medida que as pessoas se vão familiarizando com a situação de pandemia em que vivem, reduzem o sistema psicológico de alerta e vão esquecendo ou relaxando no cumprimento das regras. Também mudámos o local de várias atividades de fitness para espaços mais amplos, cumprindo, por excesso, as normas de distanciamento físico recomendadas pelas autoridades de saúde. Tudo isso ajuda a reforçar a confiança dos nossos utilizadores no nosso serviço, contribuindo para números de adesão que nos deixam satisfeitos nesta fase”, revela.

Como tudo indica, a proposta de Orçamento do Estado para 2021 será aprovada e as despesas de IVA nos ginásios poderão ser abatidas no IRS. Para Carlos Videira “todas as medidas que contribuam para promover o investimento em atividades de exercício físico são positivas e muito importantes. É fundamental começar a olhar para a inatividade física como um problema de saúde pública. Existem vários estudos científicos internacionais que comprovam que o investimento de 1 euro em exercício físico resulta numa poupança nos sistemas de saúde de, pelo menos, 3 euros”, acrescentando que “os ginásios só terão níveis de adesão mais elevados se a atividade física for um hábito que se cria desde cedo e for encarada como uma dimensão essencial para o crescimento físico e psicológico das crianças e adolescentes. É necessário adequar a oferta desportiva à procura existente, garantindo um acesso generalizado à prática desportiva. Tem que haver uma mudança de mentalidades ao nível dos clubes, como elementos de ligação à sociedade, responsáveis por garantir a prática desportiva das populações, possibilitando a rentabilização dos equipamentos e instalações disponíveis”, declara.

Fonte: UMdicas

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