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Desporto, 03.08.2020 às 15:07
Serviços desportivos da UMinho, em progressiva normalização, não encerram em agosto!
Após a reabertura das instalações desportivas a 3 de junho, o serviço vem retomando a possível normalidade, dando mostras de segurança e conquistando a confiança dos utentes.

Após a confirmação do primeiro caso de COVID-19 na comunidade universitária da Universidade do Minho (UMinho) a 7 de março, para além do encerramento de todas as atividades letivas e vários serviços, as instalações desportivas foram também encerradas, mas não o seu serviço que foi adaptado para que continuasse a oferecer atividades físicas online.

A reabertura das instalações desportivas nos dois campi aconteceu a 3 de junho, a partir do qual os utentes puderam aceder novamente às atividades de musculação e cardiofitness (acesso sujeito à lotação máxima definida (50% da lotação), treino funcional e aulas de fitness (aulas sujeitas a inscrição prévia a partir das 18h00 do dia anterior e até à lotação máxima dos respetivos espaços).
O funcionamento, regulado pelas orientações da Direção Geral de Saúde, inclui: o distanciamento físico de 3 metros durante o treino e de 2 metros nos restantes locais da instalações; higienização de equipamentos antes e depois de cada utilização; proibição de contacto físico entre utentes e técnicos; utilização obrigatória de máscara na instalação (excluindo o período de treino); período de utilização máxima dos balneários de 15 minutos; acesso limitado a cacifos (1 cacifo por cada 4); proibição de pagamentos em numerário (utilização exclusiva de TPA).

 

Carlos Videira, responsável do Departamento de Desporto e Cultura dos SASUM, relatou-nos as várias iniciativas que foram levadas a cabo durante o confinamento, no intuito de manter o contacto com utentes e contribuir para que as pessoas continuassem a fazer exercício físico mesmo em casa, revelando ainda como foi concretizada a reabertura e como está a decorrer a atividade e afluência dos utilizadores.

Qual foi o objetivo dos serviços desportivos oferecerem atividade física online durante o confinamento?
Os constrangimentos associados ao novo coronavírus obrigaram-nos, em muito pouco tempo, a reformular os nossos objetivos e a nossa atividade, dada a necessidade de encerramento das instalações desportivas, de um momento para o outro, sem que nada o fizesse prever. De forma a manter o contacto com os nossos utentes, e para que o confinamento não tivesse como consequência a acumulação de hábitos sedentários, decidimos avançar para a criação de uma oferta online, que permitiu que as pessoas fizessem exercício físico a partir de casa, contribuindo para o seu bem-estar, acreditando que esta crise também representou uma oportunidade para chegarmos a vários tipos de público que anteriormente não conheciam a nossa oferta.

Como correu e qual foi o feedback e adesão dos vossos utentes?
Julgo que correu muito bem e que fomos uma das instituições de ensino superior mais ativas neste âmbito. O número de seguidores das páginas UMinho Sports no Facebook, Instagram e YouTube cresceu bastante e de uma forma consistente ao longo deste período. Optámos também por permitir o acesso à nossa aplicação móvel a todos os membros da comunidade académica na qual tivemos mais de 1 100 utentes ativos. Conseguimos ter uma oferta muito diversificada, algo que contribuiu para corresponder a vários tipos de procura, com abordagens mais generalistas a dinâmicas mais personalizadas, para além de várias atividades complementares como desafios, sugestões e podcasts.

Como se processaram todas essas dinâmicas para que as pessoas pudessem fazer exercício físico a partir de casa? Foi complexo?
A partir do momento em que percebemos que este período de confinamento seria mais prolongado do que era expectável, a nossa principal preocupação passou por garantir que conseguiríamos introduzir sempre algum fator de novidade com o passar das semanas. A única oferta que se manteve inalterada foi a publicação de planos de treino funcional todas as manhãs, através das redes sociais e da aplicação móvel. No âmbito das atividades de fitness, começamos por disponibilizar exercícios por imagens, passamos para pequenos vídeos, depois evoluímos para aulas completas no YouTube e acabamos com algumas aulas em direto nas redes sociais e no Zoom. Com o passar do tempo, fomos também alargando a nossa oferta, não apenas no âmbito das aulas de fitness, mas abrangendo também outras modalidades como o taekwondo, o judo, o karaté ou o kickboxing. Posteriormente, avançamos também com um serviço de treino personalizado, com a possibilidade de cada utente ter um técnico destacado para o acompanhar. Por fim, e atendendo ao facto de as condições de trabalho em casa não serem, muitas vezes, as ideais, nomeadamente do ponto do vista ergonómico, disponibilizamos também aulas de ginástica laboral, sugerindo uma pausa útil a meio do dia para relaxar e melhorar os níveis de bem estar. Foi também nesse sentido que foram lançadas algumas dicas de nutrição e receitas saudáveis, que complementavam toda a nossa oferta ao longo deste tempo.

Os objetivos foram conseguidos?
Nós não traçámos objetivos concretos, nomeadamente em termos de números, porque esta oferta representou um salto para o desconhecido, e ninguém saberia quanto tempo é que o confinamento iria durar e em que moldes é que seria o regresso à atividade presencial. Mas todas as estratégias que foram seguidas procuraram, de alguma forma, fazer com que o contacto com os nossos utentes e a comunidade académica não fosse perdido e que as pessoas percebessem a importância do exercício físico para a sua saúde física, psicológica e mental num tempo tão difícil como foi aquele que atravessámos. Julgo que o conseguimos fazer e devo uma palavra de agradecimento a toda a equipa do Departamento de Desporto e Cultura que foi inexcedível ao nível da disponibilidade, da entrega e da capacidade de se readaptar a uma nova realidade num período muito curto de tempo.

Que medidas foram tomadas para garantir a segurança aos vossos utentes na reabertura dos complexos desportivos?
Foram tomadas todas as medidas que constam das orientações da Direção Geral de Saúde para o setor do desporto e dos ginásios em particular: o reforço dos serviços de limpeza e desinfeção, a obrigatoriedade da utilização de máscara no acesso às instalações, as inscrições prévias através da internet, a limitação dos espaços de treino e dos balneários de forma a assegurar o distanciamento, a deslocalização das atividades de grupo para espaços mais amplos e arejados, o estabelecimento de circuitos que evitem o cruzamento entre utilizadores e a contagem de entradas e saídas em tempo real. Investimos também numa forte campanha de divulgação, com a afixação das normas nos complexos desportivos e a publicação regular das mesmas no site e nas redes sociais. Julgo que todo esse trabalho, que é visível, transmite uma mensagem de confiança para a utilização dos nossos espaços.

Para quem ainda não voltou à atividade desportiva e para quem queira iniciá-la, como se processa todo o funcionamento dos serviços desportivos neste momento?
Quem era utente dos nossos serviços desportivos aquando do encerramento das instalações, deve saber que o número de dias em que estivemos fechados foi contabilizado para utilização posterior a partir do dia da reabertura que aconteceu no passado dia 3 de junho. Quem ainda não é nosso utente, pode fazer a sua inscrição nas secretarias dos complexos desportivos. A participação em aulas de grupo e treino funcional carece de inscrição prévia em www.sas.uminho.pt/desporto. A utilização das salas de cardiofitness e musculação não carece de inscrição, mas está sujeita à lotação do espaço a cada momento.

O que nos pode dizer sobre a atividade/afluência dos utilizadores dos serviços desportivos nesta altura?
O número de utilizações tem vindo a crescer de semana para semana. No início deste mês de julho temos contado com mais de 100 utilizações por dia no Complexo Desportivo de Gualtar e cerca de 80 utilizações no Complexo Desportivo de Azurém, tendo-se registado um máximo 121 utilizações diárias em Gualtar e de 98 utilizações diárias em Azurém desde a retoma dos serviços desportivos.

Sobre o futuro, no caso concreto dos serviços desportivos, como o prevê?
Não me atrevo a fazer previsões porque o risco de errar é enorme. Acho que ninguém sabe como é que vão ser as coisas depois do verão. Evidentemente que estamos a trabalhar num cenário de progressiva normalização, mas também estamos preparados para nos mantermos no contexto atual ou, se as circunstâncias o exigirem, voltarmos a uma oferta com uma componente online mais forte. A única coisa que sei é que esta crise também representa uma oportunidade para as pessoas compreenderem a importância social do desporto. Hoje, mais do que nunca, sabemos que a atividade física é um hábito de vida saudável que reforça o nosso sistema imunitário contra as doenças. Para além disso, a prática de exercício físico liberta ndorfinas que nos proporcionam uma sensação de bemestar. Por fim, vários estudos apontaram que o trabalho, o exercício físico e o baixo consumo de notícias sobre a pandemia se constituem como fatores protetores da saúde mental no isolamento. Por isso, temos a responsabilidade de proporcionar um serviço diversificado que vá ao encontro das necessidades de toda a comunidade académica, manter um serviço de excelência, no respeito por todas as normas de egurança, e divulgar de forma eficaz a qualidade das nossas infraestruturas, dos nossos técnicos e da nossa oferta para que as pessoas se sintam motivadas para a prática desportiva. É isso que temos vindo a procurar fazer.

O que diria às pessoas que ainda não voltaram às instalações desportivas da UMinho, motivando-as?
Diria que a Universidade do Minho tem o privilégio de contar com infraestruturas desportivas de grande qualidade, que foram merecedoras de palavras de elogio do presidente do Comité Olímpico de Portugal na visita que fez às nossas instalações no passado dia 18 de junho.
Recentemente, no final do ano passado, foi feito um grande investimento em novos equipamentos que proporcionam uma experiência de treino muito superior. Além disso, contamos com uma equipa jovem e dinâmica, que é sensível ao feedback dos nossos utentes e às novas dinâmicas de mercado. Tudo isto, no respeito escrupuloso pelas medidas de segurança. É por isso que este ano, pela primeira vez em muito tempo, não vamos fechar no mês de agosto.
Estaremos abertos em Braga e Guimarães e ofereceremos essa mensalidade aos nossos utentes. Os novos utentes, na compra de um cartão durante o mês de agosto (mensal, trimestral, semestral ou anual), também terão direito a uma mensalidade extra gratuita. Portanto, motivos e condições para praticar desporto não faltam. Só precisamos que nos visitem e tragam uma grande vontade de fazer parte des grande família que é a “UMinho Sports”. Estamos de braços abertos para vos receber!

APESAR DE ALGUM RECEIO, UTENTES DOS SERVIÇOS DESPORTIVOS SENTEM SEGURANÇA

O regresso ao ginásio não tem sido uma decisão fácil para muitos dos que estavam habituados à prática do exercício físico diário. Em dois meses e meio de paragem dos ginásios, as aulas online, as corridas e as aulas ao ar livre deram para mexer os músculos e tentar manter o corpo em forma em tempos de confinamento, mas para os utilizadores diários do ginásio não é a mesma coisa e estavam ansiosos que as instalações desportivas abrissem. “Senti bastantes saudades, o treino em casa não é a mesma coisa”, refere Alysson Arrais, aluno do Mestrado em Ciências e Tecnologias do Ambiente - Ramo Energia, que no dia seguinte à divulgação da reabertura das instalações desportivas da UMinho regressou “de imediato”, disse. Apesar de tudo, o sentimento, é de algum receio “o facto de treinarmos sem máscaras e transitarmos pelos aparelhos não me dá uma segurança. No entanto, imagino que todos os que estejam a treinar assumam um risco”, afirmou.

Para os utilizadores dos ginásios da UMinho, as medidas que têm vindo a ser tomadas dão alguma segurança “têm feito o que é possível”, salientou Fernanda Vieira, estudante da Licenciatura de Ciências da Comunicação (audiovisual), realçando que “as pessoas também têm consciência dos seus deveres e fazem a sua parte”. “Feliz” por ter retomado a atividade física na UMinho, a estudante diz que “não é a mesma coisa realizar atividade física em casa”, por isso “estava com muitas saudades de o poder fazer no ginásio da Universidade”.
Bruno Daniel Peters, aluno do mestrado em Ciências da Comunicação (investigação), também sentiu muita falta da sua atividade de musculação durante o confinamento, agora que já entrou de novo na rotina diária, assegura que as instalações desportivas têm todas as informações necessárias sobre os “procedimentos a seguir para estarmos em segurança”, afirmando sentir-se “feliz” por estar de volta.

Fonte: SASUM

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