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Cultura, 22.01.2020 às 11:33
Grupo Folclórico da UMinho integra candidatura do “Canto a Vozes” a Património da UNESCO
Candidatura será apresentada em breve e dá destaque às polifonias tradicionais com objetivo de se tornar Património Cultural Imaterial da Humanidade.

O Grupo Folclórico da Universidade do Minho (GFUM) marcou presença na mesa redonda, “O Património somos nós”, que decorreu no passado sábado, dia 18 de janeiro, em S. Pedro do Sul. O encontro juntou 18 grupos de cantares oriundos do centro e norte do país, e serviu para debater a inscrição desta manifestação na matriz PCI - Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial.

O encontro foi presidido pela anfitriã e vereadora da Câmara Municipal de S. Pedro do Sul, Professora Teresa Sobrinho, bem como pela Professora Doutora Rosário Pestana, da Universidade de Aveiro, e pelo Professor Doutor Domingos Morais, docente da Escola Superior de Teatro e Cinema.

No auditório das Termas de São Pedro do Sul fizeram-se ouvir mais de 120 cantadeiras e cantadores dos 18 grupos participantes, nomeadamente o GFUM Grupo Folclórico da Universidade do Minho que, juntamente com o Grupo de Cantares Mulheres do Minho, representaram o concelho de Braga neste processo.

Foi constituída a Comissão Organizadora de uma associação de defesa dos interesses dos grupos que formalmente ou informalmente cantam a três e mais vozes um repertório legado pela sociedade agrária tradicional, que tem diferentes designações locais: cramol, terno, lote, cantada, cantedo, cantarola, moda ou cantiga.

Por iniciativa do Município de São Pedro do Sul foi feito um protocolo com a Universidade de Aveiro, tendo sido constituída uma equipa de investigação que desde 2017 acompanha a atividade dos diferentes grupos, ao mesmo tempo que desenvolve uma pesquisa em fontes históricas.

Cantado por grupos de mulheres ou mistos, este canto é, no século XXI, uma expressão artística e um património imaterial que vincula as mulheres e homens (com maior destaque na mulher) no combate à vulnerabilidade das comunidades onde residem, reforça a identidade local e desoculta o papel das mulheres nos processos e práticas culturais ancestrais.

O GFUM, que tem dado cada vez mais destaque ao "Canto a Vozes", também conhecido como canto polifónico tradicional, faz com que esta prática esteja sempre presente na sua atividade corrente, realizando anualmente vários eventos onde este património é o grande destaque. A passagem de testemunho e aprendizagem pelas gerações mais novas desta forma de cantar tem sido trabalhada pelo grupo na sua atividade regular.

Os concertos “Canção Bracarense” e “Quem canta seus males espanta” são exemplos que evidenciam que as polifonias tradicionais estão em destaque, garantindo salas cheias para ouvir e apreciar estes registos. Além destes eventos, o GFUM tem mostrado o vasto manancial de recolhas, reunindo, por várias ocasiões, um coro de comunidade e realizado workshops sobre esta temática que tem sido cada vez mais acolhida pelo público.

Fonte: GFUM

Arquivo de 2020