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Cultura, 25.10.2019 às 11:48
XXIV Trovas com Portugal ao Centro!
O Trovas - Festival de Tunas Femininas decorreu no passado sábado, dia 19 de outubro, no Theatro Circo, em Braga, numa fusão de boa música, talento e diversão que elevou a música portuguesa nos seus mais variados estilos. Organizado pela Gatuna - Tuna Feminina Universitária do Minho, a 24 edição do "Trovas" reuniu as melhores tunas femininas portuguesas numa noite cheia de talento, bons ritmos e espírito académico que abrilhantou a cidade bracarense.

Este ano, o espetáculo contou com quatro tunas portuguesas a concurso: Cientuna (Tuna Feminina de Ciências do Porto), Encantatuna (Tuna Académica Feminina de UBI/Covilhã), TFIST (Tuna Feminina do IST/Lisboa) e Tuna D’Elas (Tuna Feminina da Universidade da Madeira), as atuações extraconcurso couberam ao Grupo de Música Popular da Universidade do Minho e à Tuna Universitária do Minho. A apresentação esteve a cargo dos Jogralhos Grupo de Jograis Universitários do Minho.

A noite de chuva não conseguiu ofuscar a "luz" do XXIV Trovas. Com uma temática que não poderia ser mais nacionalista: Portugal, e com o objetivo de enaltecer o povo português, os costumes, a cultura e essencialmente, a variedade e qualidade musical do país, as tunas a concurso interpretaram temas que foram desde a música popular portuguesa, ao rap, pop, fado e rock.

O público presente teve ainda direito a apreciar a boa música e interpretação dos grupos além do concurso. Os Jogralhos, que conduziram a apresentação do evento com o seu sempre característico bom humor e as interações sempre divertidas da Gatuna, anfitriã do festival, para além das atuações do Grupo de Música Popular da Universidade do Minho (GMP) da Tuna Universitária do Minho (TUM).

As tunas, o espetáculo e os prémios

A primeira tuna a apresentar-se veio diretamente de Lisboa, a Tuna Feminina do Instituto Superior Técnico (TFIST). O rap, na sua essência, carrega valores como: manifestos, forças e lutas, por isso, o lema do grupo foi: Rhythm And Poetry (Ritmo e Poesia). As lisboetas levaram dois prémios: Melhor Pandeireta e Melhor Tema.

Logo a seguir, os espectadores emocionaram-se com a Casa dos Fados, aposta da Encantatuna - Tuna Académica Feminina da Universidade da Beira Interior. O público foi presenteado com versões de "Maria do Mar" (Luísa Sobral) e homenagens a Amália Rodrigues. O grupo ganhou o prémio de Melhor Solista e Tuna Mais Tuna.

Antes do intervalo, subiu ao palco, a terceira e grande vencedora da noite, Tuna D’Elas Tuna Feminina da Universidade da Madeira. As madeirenses envolveram a plateia com o pop português, músicas originais e um medley instrumental chamado “Melodias de Offenbach”. As grandes conquistadoras voltam para a Ilha com três prémios: Prémio Caracol - Melhor Instrumental, Melhor Porta-Estandarte e Grande Prémio Trovas - Melhor Tuna.

A tuna que recebeu mais prémios durante o concurso não participava no Trovas há 12 anos! Para Bárbara de Sousa, integrante da Tuna D’Elas, foi um prazer estar de volta, sublinhando que: “Quando fomos convidadas para o Trovas, sabíamos que era uma grande responsabilidade, por ser um dos maiores festivais de tunas femininas. Sair da Madeira é sempre importante para nós”, disse.

Por fim, a última parte do concurso ficou por conta da premiada como Melhor Original, a Cientuna (Tuna Feminina de Ciências do Porto) que apresentou o rock nacional. O grupo apresentou canções originais e versões de "La Camisa Negra" (Juanes) e "Roda Viva" (Chico Buarque).

Teresa Carvalho, estudante bolseira de Gestão de Ciência e Tecnologia da Universidade do Minho fez parte da plateia. Participante assídua do festival há já uns anos, afirma que: Nesta edição chamou-me a atenção o destaque dado à cultura portuguesa, o fato de uma tuna representar o fado, que é muito característico do povo português. Além disso, adorei a intervenção crítica ambiental do Jogralhos durante o evento".

Para Marina Mendes, atual presidente da Gatuna, o Trovas é o ponto alto do grupo e o presente que a Gatuna oferece a Braga todos os anos. "Somos estudantes, enfermeiras, engenheiras, mães e portuguesas, e quando vestimos as nossas meias verdes e subimos ao palco daquele Theatro somos também gatunas! A cada ano, acrescentamos algo à cultura bracarense e portuguesa", disse.

A presidente assinalou ainda que: Estamos sempre à procura de novos membros que gostem de música, e mais do que isso, que queiram novas aventuras e fazer parte da família", declara.

Texto: Andreza Alves

Fotos: Nuno Gonçalves

 

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