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Cultura, 07.05.2019 às 09:59
Literatuna deixa marca em Coimbra
No último fim de semana de abril, a Literatuna - Tuna de Letras da Universidade do Minho apresentou-se a concurso na 17.ª edição do “Oito Badaladas”, festival de tunas organizado anualmente pela Quantunna - Tuna Mista da Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade de Coimbra, com o tema "Canção de Abril". Para Braga trouxeram os prémios de Melhor Serenata, Melhor Tema (Canção de Abril) e o prémio André Moutinho de Tuna Mais Mista.

O festival compreendeu dois dias de atuações, com as serenatas a decorrer na noite de sexta-feira, na distinta praça 8 de Maio, e o concurso no palco do Teatro Académico Gil Vicente, na noite seguinte.

A concurso esteve ainda a Neptuna - Nobre Enfermagem Poderosa Tuna Universitária nos Açores, a TAGES - Tuna Académica de Gestão de Santarém e a Tu Na D’Estes - Tuna Académica da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra.

Na noite de Serenatas, da qual acabou por sair vencedora, a Literatuna apresentou a “Chamateia”, canção regional dos Açores, e a “Elsa”, um original da Tuna Económica de Sevilla. Nesta mesma noite, os minhotos procederam à já tradicional distribuição de poemas de inspiração romântica, desta feita incluindo versos sobre a Revolução dos Cravos.

No dia seguinte, a Literatuna abriu o palco do concurso com o “coral Acordai”, composição de Fernando Lopes-Graça sobre versos de José Gomes Ferreira, seguida da sua adaptação da “Saltimbanco” dos Anaquim, num duo a espelhar os valores revolucionários de Abril e de Liberdade, então conquistados. Olhando para o futuro, tocou-se o instrumental “Troika”, sarcasticamente dedicado ao FMI, como uma mensagem para que se atente em não se perder o conquistado em 1974.

A música seguinte, de solista, foi o fado “Cavaleiro Monge”, original de Mariza com letra de Fernando Pessoa, interpretado na voz por Joana “Taylor Swifter” Campos, na guitarra portuguesa por Marco “JSS” Carneiro, na viola por Bruno “Brainfart MC” Teixeira, na viola braguesa por Bruno “Amado César” Azevedo e no contrabaixo Diogo “Pil” Duarte.

Seguiu-se uma homenagem ao espírito de Coimbra e à Crise Académica, cujo início cumpre 50 anos, com um tema de Zeca Afonso, “Vejam Bem”. O ponto final foi feito com o original da Tuna, “Vivências”, dedicado às Tunas presentes.

Sobre a participação da Literatuna, Dom Ticha, Magistra, refere: “Acreditamos que os estudantes têm um papel importante na preservação da memória e relevância de Abril. Através de uma herança cultural conjunta, as Tunas ajudam a manter o espírito da revolução vivo - foi para nós uma honra “cantar Abril”.

Texto: Redação

Fotografia: Literatuna

Arquivo de 2019