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Cultura, 13.02.2019 às 11:14
“À Moda do Minho” … que espetáculo!
“À Moda do Minho”, foi o espetáculo de encerramento das comemorações do 25º aniversário do Grupo Folclórico da Universidade do Minho (GFUM)… e que espetáculo que foi! Perante um auditório Vita quase lotado, o GFUM fez-nos viajar no tempo, recordar um modo de vida, uma cultura, uma forma de ser tão nossa, tão minhota… e tão alegre!

Num ano em que celebrou um quarto de século, o GFUM brindou-nos com exposições, espetáculos de vídeo mapping, atuações um pouco por todo o Minho, participações em festivais, enfim, um sem número de atividades… até a Espanha e a Itália foram!

Mas apesar de todo este reboliço, desta frenética disposição para cantar, dançar e dar a conhecer a cultura minhota, o grupo não vai tirar o pé do acelerador nos próximos tempos.

“Este foi um ano intenso em que iniciamos alguns novos projetos que serão para manter. Teremos brevemente mais um evento associado à Academia de Saberes e Tradições, que terá lugar no Braga Parque. Seguir-se-á a quarta edição da “Canção Bracarense” e estamos a trabalhar num novo festival, de formato inovador no seio da academia bem como da cidade de Braga”, contou ao UMdicas, André Marcos, responsável pelo GFUM.

Mas, voltando ao espetáculo, voltando a essa viagem no tempo, que misturou a formalidade do Teatro com a alegria do folclore, numa espécie de “fusão gastronómica”, patente também no leque etário, nas diversas gerações que interagiam em perfeita harmonia, sempre com um sorriso, sempre com ritmo, sempre com um maneirismo muito típico de outros tempos.

Tivemos os bailaricos de aldeia e as ditas coscuvilhices que dai advinham, os leilões nas festas (com os arremates ainda em contos e reis), as longas jornadas de trabalho no campo (a cavar ou a cegar), os convívios em redor de uma toalha (com direito a broa e vinho) nos intervalos dessas jornadas… até as carpideiras voltaram a dar um ar (ou umas lágrimas) da sua graça!

“Não diria que foi difícil, mas sim desafiante”, foi assim que Marcos definiu o espetáculo e tudo o que este envolveu.

“Foram cerca de 50 pessoas em palco, algumas das quais nunca tinham feito algo do género. O processo de construção do guião foi complexo porque temos inúmeros quadros que podíamos ter recriado. Na preparação do espetáculo tentamos seguir um fio condutor para que, o público, embarcasse numa viagem às tradições dos antepassados.”

No final, e com um auditório Vita de pé a aplaudir (embora os aplausos tenham sido uma constante ao longo do espetáculo), percebeu-se que o sucesso era real, que o público tinha sido arrebatado e que aquela tarde de domingo tinha sido realmente especial!

“Este espetáculo fechou com chave de ouro toda a programação de comemoração dos 25 anos. De certa forma, espelhou o ano memorável que encerramos da melhor forma”, concluiu assim André Marcos.

Texto e Fotografia: Nuno Gonçalves

Arquivo de 2019