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Cultura, 04.12.2018 às 17:24
Récita 1º de Dezembro: Academia celebrou os heróis de 1640
O Theatro Circo voltou mais uma vez, na noite de 30 de novembro, a encher-se de capas negras e estudantes que ano após ano celebram a coragem daqueles que em 1640 se revoltaram contra a tirania de Espanha e devolveram a liberdade e a independência a Portugal!

É importante não esquecer o passado, e a academia minhota não esquece o espirito irreverente dos estudantes do Colégio de S. Paulo em Braga, os primeiros a sair à rua e a celebrar a restauração da independência.

Todos os anos, os grupos culturais da academia, a convite da Associação Académica (AAUM) sobem ao palco do Theatro Circo para cantar, dançar, criticar e encantar, homenageando desta forma as vozes de quem não se calou, de quem ousou lutar para ter de volta a sua nação!

O Grupo de Música Popular e Gatuna foram os primeiros a subir a palco, logo seguidos por outra dupla de peso: o Coro Académico e Tuna Universitária do Minho!

Já com outro ritmo, este muito mais acelerado, tivemos em palco os Bomboémia e a Tun’ao Minho. De regresso a uma toada mais calma e com uns apontamentos de história pelo meio, tivemos a participação da Augustuna e da Literatuna, ao que se seguiu a entrada a solo dos Jograis, sempre corrosivos e com bastante humor, os textos dos de amarelo arrancaram muitas gargalhadas ao público presente.

De regresso às duplas de sucesso, tivemos a Azeituna/Tun’Obebes a encantar com as suas melodias, sendo que os primeiros em breve vão regressar ao Theatro Circo para organizar o seu festival, o CELTA.

Quase a terminar, e antes de mais um dueto entre percussão e serenatas, tivemos o segundo solo da noite… e talvez a atuação mais esperada: a Opum Dei. Com mais uma intervenção que misturou crítica académica, teatro e música, os de roxo acabariam, no entanto, por ser “traídos” por problemas de som!

iPUM e a Tuna de Medicina fecharam com chave de ouro (quase literalmente) mais uma memorável noite, onde uma academia, a várias vozes e a vários ritmos, celebrou 378 anos de independência!

Texto e Fotografia: Nuno Gonçalves

Arquivo de 2018