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Cultura, 14.12.2016
Prémio Victor Sá de História Contemporânea comemorou 25 anos
UMinho
O Prémio Victor Sá de História Contemporânea comemorou no passado dia 13 de dezembro, 25 anos de existência, assinalados com o colóquio "O Poder Local sob as linhas do tempo", abertura das exposições "40 anos do Poder Local" e "Revistas Municipais de Cultura", sendo o momento alto, a entrega do Prémio a Márcio Barbosa, distinguido pelo trabalho intitulado "Novo Estado Marcelista, 1929 - 1974"


Esta foi a 25ª edição do Prémio, que é promovido pelo Conselho Cultural da UMinho, pela Biblioteca Pública de Braga, com o apoio do Departamento de História da UMinho e que este ano premiou uma tese de doutoramento que reflete um período particularmente complexo da história do nosso país, caracterizado, segundo o vencedor por "uma tentativa objetivante de interpretação do Marcelismo e de Marcelo Caetano enquanto objeto de estudo autónomo no amplo quadro da ditadura militar e o Estado Novo". Muito honrado com o Prémio, Márcio Barbosa afirmou que este serve como "estímulo para o futuro".

Sendo um prémio entregue a investigadores mais jovens, tal como referiu Viriato Capela, Presidente da Comissão Executiva do Prémio "Este nosso prémio já é quase uma carta de recomendação para quem o obtém" afirmando que é um prémio que é sinónimo de grande qualidade a nível nacional, a qual tem vindo a ser reforçada ao longo dos anos com muitas candidaturas de enorme qualidade.

Este ano, o Prémio Victor Sá de História Contemporânea contou com nove candidaturas, menos trabalhos que na edição anterior, o que segundo Paulo Jorge Fernandes, porta-voz do júri do Prémio "tem uma relação direta com os problemas de financiamento da universidade portuguesa e atribuição de bolsas de investigação".

Para o Vice-reitor, Rui Vieira de Castro "este já se tornou um evento marcante da vida da UMinho", sublinhando que a atribuição deste prémio mostra a vitalidade desta área, mas é também um estímulo ao trabalho dos jovens investigadores, uma oportunidade de promover e valorizar estudos de grande qualidade, afirmando que este é "o maior Prémio desta área no nosso país".

Este Prémio foi reconhecido como de manifesto interesse cultural pela Secretaria de Estado da Cultura, o que lhe permite ser abrangido pela Lei do Mecenato Cultural. Neste momento, está já a ser apoiado por diversas entidades públicas e privadas, encontrando-se aberto ao contributo de outras instituições mecenas  e entidades interessadas em incrementar o estudo da história contemporânea portuguesa.

Texto: Ana Marques

Fotografia: Nuno Gonçalves

(Pub. Dez/2016)

Arquivo de 2016