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Cultura, 07.12.2016
O 1º de Dezembro da promoção, da reivindicação… e do protesto!
Braga
A grande festa dos grupos culturais da academia minhota voltou mais uma vez ao magnífico palco do Theatro Circo, encantando e deliciando a audiência até quase às duas da madrugada! Se a Azeituna aproveitou para promover o seu CELTA, a iPUM reivindicou (e muito justamente) um espaço para ensaiar. A Opum Dei... bem, a Opum Dei protestou!


Vivemos na era do Facebook e dos telemóveis, das novas tecnologias e das interações virtuais, das ridículas abreviaturas e do uso abusivo do "k", em que para ser "cool" tens de ter estas "cenas" todas e saber "orientar-te" nelas e com elas... errado! Ser "cool" é fazer parte de um grupo cultural da academia minhota, trajar, ser irreverente, cantar bem alto quem somos e a quem o devemos, homenageando os heróis de 1640! Isso é que é ser "cool", ou um então em bom português, ser um(a) tipo/miúda do caraças!

Em mais uma celebração desta data tão particular para nós portugueses, especialmente para os estudantes minhotos, os grupos culturais voltaram à sua "casa" por direito, ao Theatro Circo! Foram 19 no total e durante quase cinco horas - isso mesmo, o espetáculo começou sensivelmente às 21h00, tendo terminado às 02h00 - celebrou-se não só o fim de uma vil ocupação, mas também a pujança musical e cultural de uma academia!

A palco, e por esta ordem, subiram então os seguintes grupos: Augustuna, Jograis, Grupo de Musica Popular, Literatuna, Bomboémia, Tun'Obebes, Coro Académico, Afonsina, Teatro Universitário, Gatuna, iPUM, Azeituna, Grupo Folclórico, Tun'ao Minho, Tuna Universitária, Tuna de Medicina, Grupo de Poesia, Opum Dei e Grupo de Fados.

Cada um à sua maneira, uns mais irreverentes que outros, outros mais afinados que os demais, mas sempre com boa disposição e arrancando grandes ovações ao público. Apenas um grupo "não atuou", e mesmo assim, fizeram-se ouvir bem alto os aplausos à sua tomada de posição. Esse grupo foi a Ordem Profética.

No final, quem saiu do Theatro Circo naquela noite saiu com a certeza que a cultura da academia está como nunca esteve antes, quer ao nível da quantidade, quer ao nível da qualidade!

Texto e Fotografia: Nuno Gonçalves


(Pub. Dez/2016)

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