trovas--3-2015
Cultura, 25.11.2015
Espetáculo homenageou os tempos áureos da rádio
Braga
Na noite de 21 de novembro, o Theatro Circo recebeu novamente o "Trovas", considerado por muitos um dos melhores festivais de tunas do país. A Gatuna, responsável pela organização, escolheu para esta XX edição do festival os tempos áureos da rádio como tema, que marcou as atuações das quatro tunas a concurso.


Da capital, a TFIST (Tuna Feminina do Instituto Superior Técnico) demarcou-se pela criatividade na encenação e pelas coreografias, levando para casa os prémios a Melhor Tuna, Melhor Estandarte e Melhor Solista. O norte do país esteve representado pelas TUNAFE (Tuna Feminina de Engenharia da Universidade do Porto) e a FANS (Tuna Feminina do Orfeão Universitário do Porto), também galardoadas. Os prémios de Melhor Pandeireta e Melhor Tema foram para a cidade invicta com a TUNAFE e o Melhor Instrumental foi entregue á Tuna Feminina do Orfeão Universitário do Porto. O prémio "Tuna mais Tuna" não foi nem para o norte nem para o sul, mas para o centro do país, com as FANS - Tuna Feminina da Universidade de Coimbra.

Como habitualmente, o Trovas faz convites especiais extra concurso a outros grupos culturais da Universidade do Minho. Este ano, foi o grupo cultural mais antigo da UM - o Coro Académico - que abriu as cortinas do Theatro Circo, ao som da música "Radio Ga Ga" dos Queen. Entre as atuações das tunas, os Jogralhos (Grupo de Jograis da Universidade do Minho) satirizaram a atualidade em jeito de comédia. Da cidade berço, a Afonsina presenteou os espectadores com um cenário dos desenhos da banda de desenhada "Looney Tunes" de onde saiam tunos, coelhos e caçadores.

Para o encerramento, a Gatuna guardou a sua atuação. As cortinas abriram e o palco estava repleto de "cenourinhas", como lhes chamam carinhosamente os Afonsinos (numa potencial alusão às personagens do "Looney Tunes"). Várias gerações de Gatunas juntaram-se para a vigésima edição do Trovas. Depois da atuação, entregaram-se os prémios, mas o espetáculo e o convívio não terminaram no Theatro Circo. Seguindo a tradição, foram todos convidados para continuar o festival na discoteca Lustre.

Texto e Fotografia: Amália Carvalho 



(Pub. Nov/2015)

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