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Cultura, 17.06.2015
“O projeto ARCUM é um projeto sem limites”
UMinho
O UMDicas esteve à conversa com Henrique Nunes, o recém-empossado presidente da Associação Recreativa e Cultural da Universidade do Minho (ARCUM) e ficou a conhecer um pouco melhor esta associação que é parte fundamental da identidade do estudante minhoto.



O que é, e como nasceu, a ARCUM?

A ARCUM nasceu do interesse em mostrar, e em não deixar esquecer, as tradições que nos caracterizam, tradições académicas e da região minhota. Com esse objetivo, ergueu-se então, em 1991, no seio da Universidade do Minho (UMinho), o projeto cultural ARCUM. Um projeto que prima então pela dinamização e preservação dos costumes e tradições da nossa região através dos seus grupos culturais e que proporciona aos estudantes da UMinho a oportunidade de desenvolver competências e valências que não se adquirem dentro de uma sala de aula e que certamente contribuirão para o seu futuro profissional.

Quantos grupos são representados por esta associação?

Atualmente são representados pela ARCUM, o Grupo de Música Popular, a Tuna Universitária do Minho, o Grupo de Folclore da Universidade do Minho, os Bomboémia, o Grupo de Poesia da Universidade do Minho e o mais recente grupo, a Tun?ao Minho - Tuna Académica Feminina da Universidade do Minho. A associação conta ainda com a sua Escola de Música a qual tem vindo a crescer de ano para ano.

Se um grupo cultural quiser fazer parte da ARCUM, o que é que tem de fazer e quais são as vantagens de pertencer à Associação?

A ARCUM tem todo o interesse em acolher um grupo que tenha os mesmos interesses que nós na divulgação das tradições e que incremente valor àquele que é um projeto cultural com quase 25 anos. As vantagens são inúmeras, sendo que qualquer indivíduo ou grupo que queira pertencer a este seio beneficiará duma associação com uma vasta experiência na área da cultura, forte dinamismo que anualmente a ARCUM projeta em terras portuguesas e estrangeiras, e ainda grande espírito de entreajuda e união que se revela na convivência e partilha de experiências entre tantos grupos.

Em que moldes é que funciona a vossa relação com a AAUM e a UMinho?

A UMinho é a Universidade que nos acolhe e que temos todo o prazer em representar. Sem ela, e as respetivas entidades que a representam, e que nos têm vindo a apoiar, dificilmente existiria a nossa associação. A AAUM obviamente que também é um parceiro natural da ARCUM, uma vez que uma grande maioria dos nossos elementos foi ou é estudante da UMinho. Tanto a Universidade como a AAUM têm interesse em fomentar a cultura, ainda mais quando esta é dinamizada principalmente pelos seus estudantes universitários, portanto, é normal a criação de sinergias e de laços que unem estas instituições à ARCUM e aos restantes grupos culturais da UMinho.

Quais foram os momentos mais marcantes da história da ARCUM?

Sendo o nosso principal objetivo, o de manter e divulgar as nossas tradições, os momentos mais marcantes e dos quais nos orgulhamos mais, são aqueles em que conseguimos com mais brilho, cumprir esse mesmo objetivo. Dou principal destaque aos eventos que são realizados anualmente, O FITU - Festival Internacional de Tunas Universitárias, o FUMP - Festival Universitário de Música Popular, o FUAP - Festival Universitário de Artes Performativas, realizado em 2012 no âmbito da Braga-Capital Europeia da Juventude , e ainda todas as oportunidades que temos em divulgar o nosso trabalho e aquilo que somos, principalmente no estrangeiro, destacando a nossa presença na Rússia, México, Irlanda e em vários países da Europa Central e de Leste.

Recentemente surgiram no meio académico alguns novos grupos culturais na academia. Voltou a ser moda estar numa tuna ou grupo cultural?

Não creio que seja uma moda, gosto de pensar que há de facto um crescente interesse por parte dos estudantes em enveredar pela música e sair da sua zona de conforto. No entanto, acho que este interesse pode ainda crescer muito mais. A universidade é uma viagem durante a qual, os alunos devem aproveitar para encher a sua bagagem de conhecimentos e experiências, dentro e fora da sala de aula.

Como é que vocês veem o renascer do Grupo Folclórico?

O renascer do Grupo Folclórico é motivo de grande orgulho para a ARCUM. Trata-se de um grupo emblemático da nossa associação e que deixa a sua marca por onde passa. Já há algum tempo vínhamos tentando aumentar a pouca atividade que este grupo tinha, mas sem sucesso. Até que, no mandato do ex-presidente, José Gomes, e com a ajuda do atual ensaiador André Marcos, conseguiu-se elevar uma vez mais o esplendor do Folclore dentro da nossa casa e para toda a comunidade.

Recentemente estiveram envolvidos numa campanha de recolha de alimentos para a Cruz Vermelha. Como decorreu esta atividade?

A atividade ultrapassou em muito as nossas expectativas. Angariou-se certa de 4500 euros em géneros e conseguimos assim contribuir para que aqueles que mais precisam tivessem uma mais recheada quadra natalícia. A salva de palmas vai para Tuna Universitária do Minho que desenvolveu esta atividade, em conjunto com a Cruz Vermelha e todos os restantes parceiros, naquela que foi a primeira atividade das comemorações dos seus 25 anos.

O que é vos motivou a participar nesta iniciativa? É normal a ARCUM envolver-se neste género de campanhas?

A motivação e o interesse para este tipo de iniciativa é sempre enorme, mas era algo em que a ARCUM não se envolvia com frequência. No entanto, uma das apostas para este ano será mesmo esta, a responsabilidade social, sendo esta iniciativa o ponto de partida para um ano no qual vão decorrer mais ações de âmbito social, principalmente associadas à comemoração dos 10 anos dos Bomboémia e dos 25 anos da Tuna Universitária do Minho.

Qual o vosso plano de atividades para 2015?

Em 2015, a ARCUM quer enriquecer, como já é habitual, o seu plano de atividades. Sob alçada dos 25 anos da TUM surgirão inúmeras atividades que nos levarão a uma viagem histórica desde a sua aparição até aos dias de hoje, incluindo o grandioso XXV FITU. De igual forma, mas inserido nas comemorações dos 10 anos dos Bomboémia, a cidade encher-se-á de ritmo com as muitas atividades que serão realizadas havendo ainda uma pequena surpresa, a qual não posso obviamente revelar! A Tun?ao Minho apresenta-nos também este ano algo diferente, o seu primeiro Encontro de Tunas Femininas e, para fim do ano, o Grupo de Folclore vislumbrará a cidade com a sua Feira Rural. Para 2015, a ARCUM quer também sair da sua zona de conforto e enveredar pela já referida responsabilidade social e pela educação não formal.

Passados que já estão alguns anos sobre a introdução de Bolonha, como analisam agora o impacto que esta mudança teve nos grupos culturais?

O impacto de Bolonha tem-se diluído no impacto que a mudança da mentalidade dos jovens teve. Nos últimos anos temos tido bastante interesse dos estudantes em juntarem-se aos nossos diversos grupos culturais. No entanto, uma grande parte destes acaba por ter uma passagem infrutífera pelos mesmos, acabando por os deixar pouco tempo depois. Sem dúvida que não é fácil conciliar o estudo com a vida social e a participação num grupo cultural ou algo equiparado no meio universitário. Mas também não é difícil. Acima de tudo é necessário um compromisso e força de vontade que são largamente recompensados pelos bons momentos que se vivem e as recordações que levamos para a vida. Quem parte da UMinho sem experimentar ser algo mais que ser um estudante é que fica a perder.

Como encaram o futuro da associação?

O futuro avizinha-se bastante promissor. A associação tem crescido bastante nestes últimos tempos e a qualidade elevou bastante. Além disso, este ano teremos a primeira edição de várias atividades, atividades estas que com certeza terão continuidade ao longo dos anos e cujo impacto elevará a ARCUM e o seu trabalho. O projeto ARCUM é um projeto sem limites e que, com a vontade e dedicação que cada membro oferece, chegará a cada ano que passa a novos feitos.

Que mensagem quer deixar aos nossos alunos?

Aos alunos desta mui nobre academia, fica o convite a virem conhecer as nossas instalações, a nossa associação e a se juntarem aos nossos grupos culturais naquela que pode ser uma oportunidade para conhecer novas pessoas, novos lugares, aumentar o seu conhecimento noutras áreas, como a música ou o associativismo, e ainda adquirir vivências e experiências no seio desta grande família ARCUM. Do que estás à espera?!

Texto: Nuno Gonçalves


(Pub. Jun/2015)

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