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Cultura, 06.02.2014
Tun’ao Minho, uma tuna mais tradicionalista
UMinho
A Tun'ao Minho, Tuna Académica Feminina da Universidade do Minho, é o novo projeto cultural nascido da vontade de ser diferente, mas tradicionalista e que teve a sua génese a 17 de novembro de 2012. Com a ajuda de outros grupos culturais da academia, um pequeno grupo de aventureiras (como elas se autointitularam) transformou-se num projeto sólido, com objetivos bem definidos e que conta neste momento com 25 elementos. Vamos então passar a conhecer um pouco a Tun'ao Minho.


O que é a Tun'ao Minho?

A Tun'ao Minho é a Tuna Académica Feminina da Universidade do Minho, a mais recente tuna feminina que surgiu há cerca de um ano.

Quando nasceu?

O primeiro ensaio oficial foi a 17 de Novembro de 2012. Foi nesse dia que um pequeno grupo de aventureiras entrou na sala de espelhos do B.A. para perceber até que ponto este projeto teria pernas para andar. Surpreendentemente as vozes encaixaram tão bem que logo naquele momento ficou decidido arrancar com o projeto de tuna e arriscar mais uns quantos ensaios. Ensaiamos o "Tunalmente Molhado", gentilmente cedido pela Tuna Universitária do Minho, que nos tem apoiado desde o primeiro dia e a quem nós aproveitamos, desde já, para agradecer.

Como é que surgiu a ideia de criar mais esta tuna feminina no seio da academia, a par das duas já existentes?

A ideia surgiu para criar um conceito inovador, sendo mais focado para a tradição da nossa região que é o Minho.

Como é que vocês se definem enquanto tuna, o que é vos torna, por exemplo, diferentes da Gatuna e da Tun?Obebes?

O que nos distingue das duas tunas femininas já existentes é o facto de termos diferentes objetivos em termos vocais e instrumentais. O nosso nome não surgiu do nada, optamos por Tun'ao Minho porque queremos ter uma vertente mais tradicionalista. A nossa própria hierarquia remete-nos para o folclore, desde as nossas caloiras que são as Lavradeiras, passando pelas Capotilhas, cujo nome advém de uma peça com o mesmo nome, peça exclusiva dos trajes típicos da região de Braga, e que é a nossa peça característica de tuna, finalizando com as Mordomas, hierarquia mais elevada.

O nosso repertório também é tradicionalista, embora não nos limitemos a músicas tradicionais, essa será sempre a nossa base principal.

Foi difícil o arranque e o recrutamento de novos elementos?

Como em todos os novos projetos o arranque é sempre complicado, no entanto quando se quer tudo se consegue, e claro que não podemos deixar de agradecer a todos os grupos da Universidade do Minho que nos apoiam desde o primeiro momento, principalmente aos grupos que compõem a ARCUM, como a Tuna Universitária do Minho e os Bomboémia, pois foi a ARCUM que tornou possível este projeto de tuna, criando as condições necessárias para a realização dos nossos ensaios, nomeadamente cedência de instrumentos e salas.

A grande novidade deste ano é que neste momento a Tun'ao Minho já faz parte desta família fantástica que é a ARCUM, o que é uma mais-valia para nós, tanto como tuna assim como alunas da Universidade.

Por quantos elementos é composta atualmente a tuna?

Neste momento a tuna é composta aproximadamente por vinte e cinco elementos de diversos cursos. Presencialmente somos cerca de vinte, pois alguns dos elementos encontram-se ao abrigo do Programa Erasmus, assim como em outros programas de mobilidade.

Quando, e onde, é que vocês atuaram pela primeira vez?

A nossa primeira atuação foi no CP2 aquando dos XXXIV Colóquios de Relações Internacionais, no dia 23 de Abril de 2013, convite que prontamente aceitamos e que surgiu uns dias antes da nossa apresentação oficial à academia, que decorreu no dia 8 de Maio de 2013 no Largo do Carpe.

Como é que correu?

Apesar de todo o nervosismo de quem acabou de sair de uma sala de ensaios, correu tudo muito bem. O feedback foi extremamente positivo e foi nesse momento que percebemos que não eramos só nós, os membros da tuna, que acreditávamos na viabilidade do projeto.  

Têm recebido convites para atuarem?

Para uma tuna que está a começar, pois só temos um ano de existência, temos recebido imensos convites para atuações. Além das atuações feitas pela zona de Braga, das quais destaco a atuação do passado dia 5 de Dezembro, a convite da Junta de Freguesia de S.Vitor, que nos levou a estar presentes na celebração natalícia do Bairro da Alegria, fomos já convidadas para o nosso primeiro festival, o X FATFUBI na bela cidade da Covilhã, do qual tivemos o prazer de trazer 3 prémios (Melhor Tuna; Melhor Solista; Prémio Azul).

Atuarmos no Hospital de Braga nos passados dias 17 e 18 de Dezembro, assim como participamos no concerto de Natal em Garfe, Póvoa de Lanhoso, mais precisamente na Aldeia dos Presépios, no dia 21 de Dezembro, atuações estas que foram muito bem recebidas pelo público.

E no próximo mês de Fevereiro temos mais um convite pela Junta de Freguesia de S.Vitor, para um concerto de angariação de fundos para a remodelação do telhado da Igreja de S.Vitor, que sofreu danos devido aos recentes temporais.

Existem planos para a organização de um festival vosso?

Claro que a ideia já surgiu, mas para já estamos em fase de desenvolvimento. Para a realização de um festival nosso precisamos de uma certa estabilidade, o que neste momento ainda é um pouco precoce.  

Na vossa opinião, as tunas ainda estão na moda?

Na nossa opinião, as tunas estarão sempre na moda, pois são uma tradição académica.

Projetos... há algum que possa ser revelado em primeira mão ao UMDicas?

Não, neste momento não temos nada de concreto para anunciar.

Se uma aluna quiser entrar para a tuna, o que tem de fazer?

Basta aparecer nos ensaios, a nossa porta está sempre aberta a quem quiser experimentar um conceito diferente, porque o que nos torna especiais é exatamente isso, a capacidade que temos para experimentar tudo o que nos é proposto.

Em que dias, horário e local é que vocês ensaiam?

Todas as 2ªs e 4ªs feiras, por volta das 21h30, na sala de espelho, por baixo do B.A.

Querem deixar uma mensagem à academia?

Esperamos por vocês, tanto nos ensaios como nas nossas atuações. Venham fazer parte desta família, e viver a academia de uma forma diferente.

Texto: Nuno Gonçalves


(Pub. Fev/2014)

Arquivo de 2014