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Cultura, 04.02.2013
Tuna de Medicina da Universidade do Minho
UMinho
O sonho de criar a Tuna de Medicina da Universidade do Minho (TMUM) tem tanto tempo quanto a existência do curso de Medicina, mas esta apenas foi criada há cerca de 3 anos. A TMUM é assim uma Tuna muito jovem, com cerca de 40 elementos, onde rapazes e raparigas cultivam o gosto pela música e o espírito solidário. O UMdicas esteve à conversa com a Presidente do grupo, Ana Sá para saber mais sobre esta Tuna, sobre os seus objetivos, sonhos e projetos para o futuro.


Como podemos caracterizar a Tuna de Medicina da Universidade do Minho?

Jovem. Lutadora. Amante da música. A Tuna de Medicina da Universidade do Minho é um grupo académico cultural misto, recreativo, dinâmico e com espírito solidário. O gosto pela música e pelo convívio faz com que a TMUM tenha crescido nestes últimos anos, incentivando-nos a continuar cada vez com mais ambição e força de vontade.

Por quantos elementos é constituído o grupo?

O grupo é constituído por cerca de 40 elementos, dentro dos quais 9 Doutunos, 26 Curandeiros, 5 Enfermos e aproximadamente 6 Parasitas (ordem decrescente da hierarquia da tuna, sendo que os Parasitas não são ainda considerados membros efectivos da tuna).

Há quanto tempo existe?

A TMUM é uma Tuna muito jovem que existe há cerca de 3 anos. Surgiu inicialmente a 17 de novembro de 2009, mas oficializou-se apenas a 23 de setembro de 2010. O sonho de criar a Tuna de Medicina da Universidade do Minho (TMUM) tem tanto tempo quanto a existência do curso de Medicina. Ao longo dos anos, foram diversas as tentativas de formar uma tuna mista capaz de revelar que o estudante de Medicina vai além do conhecimento da fisiologia do corpo humano. Em novembro de 2009 ocorreu, finalmente, a derradeira tentativa de dar asas a este iluminado projecto, com um ensaio ao qual compareceram mais de cerca de 30 destemidos. Todavia, apenas alguns intrépidos sobreviveram à primeira actuação no dia 27 de abril de 2010. Transitado o ano, com alento renovado e novos elementos, foram então tomadas decisões que definiram o rumo e a estruturação necessária à implementação oficial da Tuna ? 23 de setembro de 2010.

Quem foram os seus fundadores e qual o trajeto do grupo até à atualidade?

Foi na noite de 17 de novembro de 2009 que um pequeno grupo de jovens, constituído por Miguel Goulão, Joana Além, Ana Luísa Gomes, Ana Isabel Marques e Carla Martins, decidiu juntar amigos do curso de Medicina e formar um grupo musical. Apesar do rumo incerto, e graças à persistência e ao trabalho árduo deste pequeno grupo, a tuna viu o seu projeto reforçado com a entrada de José Pedro Gonçalves, primeiro presidente/magister da TMUM, que agarrou no projeto e fez dele uma realidade. Assumindo então este cargo, conduziu este grupo, em conjunto com a sua equipa, ao longo dos últimos 3 anos por vários palcos, festas populares, congressos médicos, jantares, saraus, festas de aniversário e atividades de beneficência, levando alegria e cultura aos seus expectadores.

Quais os objetivos do grupo e como desenvolvem as vossas atividades?

O principal objectivo da TMUM, neste momento é crescer enquanto grupo cultural, quer perante a Academia, quer perante a cidade de Braga. Para uma tuna formada recentemente é essencial adquirirmos experiência e responsabilidade, para que no futuro possamos ver reconhecido o nosso trabalho, deixando uma marca de prosperidade. Temos trabalhado intensivamente no enriquecimento do nosso repertório, alargando-o a diferentes géneros musicais, de modo a podermos adaptar as nossas actuações a diversos público-alvo, durante todo o ano.

Por quem é constituída a atual direção da TMUM?

A direcção da TMUM é constituída por 5 elementos: Ana Sá, aluna do 3º ano de Medicina (Presidente/Magister); Miguel Goulão, aluno do 4º ano de Medicina (Vice-Presidente); Bruno Monteiro, aluno do 6º ano de Medicina (Relações Públicas); Ana Rita Silva, aluna do 3º ano de Medicina (Tesoureira); Filipa Caldas, aluna do 3º ano de Medicina (Secretária).

Quais as vossas atividades principais?

Como qualquer grupo cultural, a atividade principal são as atuações, as quais se estendem à Escola de Ciências da Saúde (Talentos da Casa, Congressos, Eventos do NEMUM), à Universidade do Minho (Sarau Cultural, Enterro da Gata), à cidade de Braga (Praxe Natalícia, Janeiras, Sardinha Biba), bem como a Festivais noutras cidades (Paredes, Fafe,...). No entanto, a TMUM não se resume a isto! Ultimamente, empenhamo-nos em construir uma identidade única, o que levou à criação de um brasão e de uma mascote. Elaboramos também os nossos casacos e investimos, actualmente, em alterações ao traje, para que possamos ser identificados como TMUM por toda a Academia. Além disso, realizamos todos os anos um sorteio de Rifas de Natal, para ajudar na compra de novos instrumentos, bem como para pagar deslocações a outras cidades. Por fim, no último ano realizamos um Retiro, com o intuito de enriquecer o companheirismo dentro do grupo, assim como criar novas músicas, experiência que contamos repetir muito em breve.

Qual foi o vosso momento alto?

O momento alto da TMUM foi, sem dúvida, o Jantar de Apresentação Oficial, no dia 14 de Março de 2012, no qual contamos com a presença de ilustres entidades como o Exmo. Reitor da Universidade do Minho, Vice-Reitora, o Diretor do Curso de Medicina, o representante da Cruz Vermelha, o Presidente da AAUM, bem como representantes de outros grupos culturais e patrocinadores da tuna. Nessa data, contávamos já com um bom repertório, pelo que decidimos que era altura de darmos um grande passo em frente e assumir um compromisso com toda a Academia, garantindo a manutenção deste projecto com perseverança, inovação e qualidade.

Como é feita a dinamização do grupo?

Ao longo do ano a tuna vai realizando diversas actividades que proporcionam momentos de relaxamento e diversão para todos. É costume fazerem-se jantares de convívio e, como referido, no Verão passado organizamos o primeiro retiro da TMUM, que fomentou o espírito de grupo e de união entre os tunos (actividade que tencionamos repetir muito em breve) e que nos permitiu construir e ensaiar músicas novas. Para além das actividades fora da tuna, é também um objectivo nosso promover o diálogo e partilha de conhecimentos nos ensaios semanais.

O grupo é atrativo para os alunos de medicina?

Sim, penso que sim. Como em tudo, há pessoas que se identificam com este tipo de grupos culturais e outras que nem tanto. Contudo, o facto de a tuna estar ligada ao curso, torna-nos um pouco mais apetecíveis relativamente a outros grupos. Todos os anos têm entrado pessoas novas com muito talento e óptimas ideias, o que nos leva a crer que os novos alunos de medicina realmente se identificam connosco, apesar do esforço e dedicação que este projecto acarreta. Mas claro que nós somos suspeitos!

Quais os prémios mais importantes arrecadados até ao momento?

Até hoje penso que nenhum, uma vez que ainda não tivemos oportunidade de participar em nenhum festival onde fossem atribuídos prémios. Somos uma tuna jovem, no entanto isso não nos tem impedido de trabalhar arduamente no sentido de o fazermos o quanto antes. Na verdade, este ano já temos projectada a ida a um Festival de Tunas Mistas, no qual temos esperança de trazer o nosso primeiro prémio.

Quais os projetos do grupo mais importantes a curto/médio prazo?

A curto prazo a TMUM pretende realizar as alterações ao traje académico para todos os membros da TMUM. Para além disso, tencionamos participar este ano na conhecida cerimónia do 1º de Dezembro, organizada pela AAUM, e no Festival supracitado. A médio/longo prazo, temos pensado na possibilidade de realizar um festival comemorativo do 5º aniversário da TMUM, bem como a gravação de um CD/DVD.

Quais os horários e local de ensaios?

Ensaiamos todas as 2ªs feiras a partir das 20h30, no auditório A0.02 da Escola de Ciências da Saúde, além dos ?ensaios de naipe? que são marcados consoante a disponibilidade dos elementos. Brevemente, iremos instituir um segundo ensaio semanal com horários ainda a definir.

O que é preciso para se pertencer à TMUM?

É preciso empenho, dedicação, gosto pela música e, acima de tudo, vontade de pertencer à Tuna Mista da nossa Academia. Queria ainda salientar que, mesmo quem não é aluno do curso de Medicina pode entrar para a TMUM, basta que tenha no mínimo uma matrícula na Universidade do Minho. Se gostas de cantar e queres aprender a tocar um instrumento, aparece, aqui aprendemos uns com os outros!

Uma mensagem à comunidade académica?

Estamos empenhados nesta aventura, dedicando tempo e alma a um projecto que, por mui árduo que seja, nos dá a oportunidade de exprimir, num ambiente de companheirismo e união, a nossa mestria criativa. Tal como todos os outros grupos culturais, que são parte essencial da nossa Academia, pretendemos cativar os jovens e toda a população em geral, promovendo a cultura e espalhando magia por Portugal e arredores.

Gostaria ainda de alertar os jovens estudantes da importância deste tipo de actividades extracurriculares no crescimento pessoal e em sociedade, uma vez que nos ensinam que o mérito e a conquista só se alcançam com trabalho, e incentivá-los a juntarem-se a nós! Estejam atentos às próximas atuações da TMUM, contactem-nos através de direção.tmum@gmail.com ou tunamedicinaum@gmail.com e sigam-nos na nossa página do facebook!

Texto: Ana Coimbra

(Pub. Jan/2013)

Arquivo de 2013