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Cultura, 01.01.2013
"Formação de novos atores para artes de palco"
UMinho
O TUM é um grupo cultural da Universidade do Minho que tem como objetivo a formação de novos atores para as artes de palco. Com 22 anos de existência, o grupo tem como objetivo a produção de espetáculos para toda a comunidade académica e não só, a nível nacional e internacional. Com cerca de 10 elementos, entre eles estudantes da UM, ex-alunos e ainda por pessoas externas à Universidade, o TUM caracteriza-se por um grupo aberto a toda a comunidade.


Quem foram os seus fundadores e qual o trajeto do grupo até à atualidade?

A primeira tentativa de criação de um grupo de teatro na Universidade do Minho data de 1976, ano em que surge o TUBRA (Teatro Universitário de Braga). No início de 1980, o TUBRA dá origem ao TIP (Teatro Independente Pronto). Em 1985, surge o TEUM (Teatro dos Estudantes da Universidade do Minho). Finalmente, em Janeiro de 1989, por vontade expressa da Associação Académica da Universidade do Minho, Ana Bettencourt e João Brito criam condições para a implantação de um novo grupo, o TUM (Teatro Universitário do Minho). Em 1990, o TUM torna-se uma associação juridicamente autónoma. O TUM iniciou as suas atividades com um Curso de Iniciação Teatral, apoiado por profissionais do teatro, nomeadamente António Durães e Rogério de Carvalho.

Quais os objetivos do grupo e como desenvolvem as vossas atividades?

O TUM desenvolve a sua atividade formando todos os anos novos elementos e apostando também na exploração de novas áreas sendo sua prioridade a criação de infraestruturas que possibilitem o desenvolvimento de vertentes formativas, criativas e documentais, e a divulgação de estéticas inovadoras ligadas ao teatro, bem como a formação de novos públicos. Com vista neste objetivo da formação de novos elementos, abrimos novamente este ano a inscrições para o Curso de Teatro que terá como formador João Negreiros.

Por quem é constituída a atual direção do TUM?

A direção do TUM, atualmente, é encabeçada pelo Presidente: Agostinho Silva, Tesoureira: Ana Catarina Miranda, Vice-Presidente: Eugénia Costa, 1ªSecretária: Cátia Cunha e Silva, 2ªSecretária: Maria Marão e Benjamim Vaz. E ainda por vários elementos que constituem o Conselho Fiscal e Mesa da Assembleia. 

Quais as vossas atividades principais?

Curso de Teatro, Produções (Espetáculos de Teatro, Poesia e Infantis) e posterior digressão em Festivais de Teatro, Workshops  (Audiovisual, Maquilhagem, etc) e, por fim, as Edições TUM, nas quais editamos várias obras literárias dramatúrgicas que foram produzidas propositadamente com vista a serem levadas a cena pelo TUM.

Qual o vosso momento alto do ano e qual o momento mais alto da longa carreira do grupo?

O momento alto do ano é quando apresentamos um novo Espetáculo. Quanto à carreira do TUM, esta salpica-se de muitos momentos altos, felizmente. Sempre tivemos uma capacidade de produção de espetáculos elevadíssima e sentimos cada vez mais pessoas a gostarem do nosso trabalho. Um exemplo disso foi o convite em 2011 para residência artística por parte da Fábrica Braço de Prata. Assim como todo o feedback que temos no final de cada apresentação, tal como no 1º de Dezembro no Theatro Circo.


Como é feita a dinamização do grupo?

É feita pelos elementos, pelo nosso Diretor artístico e pela direção que tentam cativar novos elementos com espetáculos, formações, etc.

O grupo continua a ser atrativo para os alunos da UMinho?

Continua. Todos os anos surgem novos elementos, sobretudo quando divulgamos o Curso de Teatro.

A criação da Licenciatura em Teatro na UMinho veio trazer um novo folego ao TUM?

Não, talvez por esta ser em Guimarães e o TUM ter a sua sede em Braga. O TUM já levou a cabo algumas formações no espaço do Campus Azurém, mas nestes últimos dois anos temos trabalhado mais por Braga.

Quais os prós e contras desta Licenciatura para o TUM?

Os prós, esperamos que sejam algumas sinergias que venham a surgir entre o TUM e a Licenciatura, assim como a captação de novos elementos vindos da Licenciatura em Teatro, dado o natural gosto pelo Teatro. Contras, creio que não hajam.

O Diretor artístico do TUM recebeu recentemente o Prémio Literário Nacional Dias de Melo. É importante para o TUM este reconhecimento do seu Diretor artístico?

É importante, mas não é uma novidade. Há bastantes anos o TUM tem o prazer de ter connosco a genialidade e capacidade de trabalho do João Negreiros. Inclusive, este já escreveu quatro obras dramatúrgicas para as Edições TUM, das quais três já foram levadas a palco. Passo a referir os nomes destas obras: "Os de Sempre", "O Segundo do Fim", "Os vendilhões do Templo" e "Silêncio".

Quais os prémios mais importantes arrecadados pelo TUM?

Recentemente o TUM venceu no Brasil um concurso de poesia em vídeo, no Festival Fliporto, de Porto Galinhas. Uma enorme distinção internacional. A nível nacional, podemos salientar recentemente o 1º lugar de melhor diseur/diseuse de poesia no Festival Poejovem de Famalicão.

Quais os projetos do grupo mais importantes a curto/médio prazo?

Para o TUM cada novo projeto é encarado como "O projeto", assim o nosso projeto a curto/médio prazo é captar novos elementos para o TUM, através do Curso de Teatro que está de inscrições abertas.

Uma mensagem à comunidade académica?

"A vida é um palco. Aprende a representar!" - é o slogan do nosso Curso de Teatro e com ele queremos transmitir a nossa ânsia pelo desenvolvimento pessoal de cada elemento que faz parte do TUM. Mais que a vertente artística, o TUM preocupa-se com a vertente humana e de companheirismo de cada elemento, predispondo assim todo o grupo para uma melhor entreajuda na vertente artística. Desta forma, o TUM tenta transmitir valores e conhecimentos a todos os que querem fazer parte do TUM. 


Texto: Ana Coimbra

Fotografia: Nuno Gonçalves


(Pub. Jan/2013)

Arquivo de 2013