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Cultura, 24.10.2011
Sistema substitui humanos na gestão de produtos financeiros
UMinho
O investigador Rui Barbosa, da Universidade do Minho, concebeu um sistema de inteligência artificial que é capaz de substituir, e com melhores resultados, os seres humanos na análise e negociação de produtos financeiros, como por exemplo ações e pares cambiais.


As conclusões do seu doutoramento demonstram que um fundo gerido por estes agentes inteligentes - que negoceiam de forma completamente autónoma - é mais eficiente e potencialmente mais vantajoso do que os fundos tradicionais.

O projeto é pioneiro a nível nacional e internacional e acaba de ser premiado pela multinacional alemã Fraunhofer. "Apesar de existirem já vários estudos que testam a utilização de técnicas de inteligência artificial na negociação de produtos financeiros, nenhum conseguiu demonstrar, de forma tão inequívoca, o potencial desta tecnologia para a criação de estratégias de investimento totalmente automáticas", realça Rui Barbosa. Dada a relevância prática desta investigação, a teoria subjacente poderá eventualmente tornar-se numa contribuição importante para a indústria de serviços financeiros em Portugal.

O trabalho em si consiste na utilização de vários modelos de mineração de dados, com o fim de encontrar padrões em dados financeiros históricos. Os modelos são integrados de forma a potenciar a precisão de cada um, permitindo que os agentes se adaptem a alterações nos mercados. Este mecanismo de previsão é complementado com um sistema de raciocínio baseado em casos, que permite aos agentes variar a quantia investida segundo a sua confiança no momento exato em que vão efetuar as transações, e por um sistema especializado baseado em regras, responsável por tomar todas as decisões.

Esta arquitetura foi desenhada para possibilitar aos agentes operarem com total autonomia, conferindo-lhes inclusive a capacidade para parar de negociar se as condições se tornarem adversas. ?Estes sistemas têm o objetivo de substituir por completo os especuladores humanos. Os agentes são mais rápidos, mais baratos e mais fiáveis do que os humanos?, sustenta o investigador.

Rui Pedro Barbosa nasceu em Barcelos há 32 anos. Concluiu a licenciatura em Engenharia de Sistemas e Informática na UMinho, em 2003. Trabalhou depois no Silicon Valley Laboratory da IBM, nos EUA, e no market maker Saen Options, em Amesterdão, Holanda. Está prestes a concluir o doutoramento em Informática na UMinho, sob orientação do professor Orlando Belo. Já publicou trabalhos científicos em livros e revistas e participou em conferências na Alemanha e nos EUA, entre outros. Tem particular interesse pela inteligência artificial, engenharia financeira, computação paralela, computação física e desporto.


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(Pub. Out/2011)

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