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Cultura, 25.01.2011
iPUM - “Marcamos a diferença”
UMinho
Na tentativa de reavivar a cultura tradicional, surgiu o Grupo de Percussão Universitária do Minho - iPUM. Próximos de completar três anos de existência, os azuis (como se caracterizam) afirmam-se com três valores cruciais: irreverência, inovação e infinito.


Os iPUM centram-se, exclusivamente, na cultura tradicional portuguesa. Deste modo, apesar de serem um grupo de percussão, resolveram introduzir às suas actuações a gaita de foles e danças tradicionais.

Os "azuis" têm como objectivo primordial "levar a cultura tradicional portuguesa aos jovens de hoje em dia e criar um grupo que não seja apenas da Universidade. Que se "abra", não só a Portugal, mas a todo o mundo."

Como ponto alto ao longo destes três anos, os iPUM destacam o festival iPANÇAS, organizado pelos próprios. "A primeira edição decorreu no ano passado e esse foi, de facto, o ponto alto dos iPUM, porque conseguimos trazer a Braga grupos de música tradicional portuguesa bastante conceituados, algo que nunca tinha acontecido anteriormente", declara Helena Santos, presidente do Grupo de Percussão da Universitária Minho.

Os iPUM destacam-se dos restantes grupos culturais da academia, pelo facto de fazer, unicamente, música tradicional portuguesa. É para eles um motivo de orgulho "não ser necessário recorrer a outros países para ter expressão."

Contudo, o mundo "i" nem sempre é i mpecável, pelo menos no que diz respeito aos apoios dentro da Universidade. "Por vezes, temos que nos auto-financiar, o que nem sempre é fácil", afirma a presidente. A mesma reforça ainda que "recentemente têm vindo a receber algum apoio por parte da AAUM" e que estão satisfeitos por isso.


O grupo revela diferenciar-se dos Bomboémia - Grupo de Percussão da Universidade do Minho - ao tentar abandonar as tarolas, passando a utilizar somente instrumentos de pele. Mas lamenta que a comunidade académica ainda os estranhe. "Temos a necessidade de nos afirmarmos, não só em termos de apoios, mas também chamando novos elementos para o grupo", assegura Maria Luísa, directora do departamento social e recreativo.

Os azuis reconhecem que a sua música não vai de encontro com os gostos musicais da maioria dos estudantes. Todavia, recomendam "a toda a gente que assista aos ensaios do grupo. Desde alunos, antigos alunos, e até funcionários", garantindo que vão gostar. "É notável o companheirismo no grupo. Muitos de nós também só começamos a apreciar este tipo de música depois de entrarmos para os iPUM", certifica Helena Santos. "Experimentem, sem compromissos. Vale a pena, pois somos um grupo com variedade, marcamos a diferença", acrescenta Maria Luísa.

O grupo tem, cada vez mais, adquirido conhecimento e notabilidade, atingindo em apenas três anos, mais de 90 actuações. Facto que os iPUM não podem deixar de agradecer à Azeituna e à Gatuna (tunas da Academia Minhota), os quais os têm auxiliado e acarinhado bastante

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Ensaios do grupo: segundas-feiras e quintas-feiras (21h30-23h30), na escola de Ciências da Saúde.

Visitem:

http://i-pum.blogspot.com ;

www.facebook.com/iPUMpercussao ;

www.myspace.com/iPUMpercussao

Texto: Teresa Magalhães

(Pub. Jan/2010)

Arquivo de 2011