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Cultura, 03.12.2010
Récita 1º Dezembro: a homenagem aos heróis de 1640
Theatro Circo
A restauração da Independência de Portugal foi, pela primeira vez, comemorada pelos alunos do Colégio de S. Paulo, em Braga. Deste modo, iniciou-se uma tradição que, embora tenha sido interrompida por algum tempo, se manteve por longos anos. Com o intuito de reavivar a tradição, a AAUMinho organizou, uma vez mais, uma récita no Theatro Circo, para comemorar o 1º Dezembro. O evento contou com a presença dos grupos culturais da UMinho, e mostrou ao público presente uma homenagem aos heróis de 1640.

                                        Fotos disponiveis online na Galeria BIG


O espectáculo teve início com o Coro Académico da Universidade do Minho, que abriu os festejos com o hino da Academia.

Ao longo da noite, foram pisando o palco do Teatro Circo, e animando o público, os mais diversos grupos culturais da mui nobre Academia Minhota.

Entre os quais, a Azeituna que, para além de cantar e encantar, aproveitou o momento para realçar a importância da nossa cultura.

A Tun´Obebes - Tuna Feminina de Engenharia - que está próxima de completar dezoito anos de existência, felicitou os presentes ao som de um tema dirigido à cidade de Guimarães e dedicou a música "Capas Negras" a todos os estudantes.


Logo de seguida coube à Afonsina  - Tuna Masculina de Engenharia - subir ao palco e actuar "pela primeira vez" no 1º Dezembro.

De salientar "o papel" dos Jograis , que foram, ao longo de todo o espectáculo, arrancando gargalhadas dos espectadores, com textos humorísticos e anedotas alusivas ao Primeiro-Ministro José Sócrates e à crise financeira.

Após um breve intervalo, os Bomboémia - Grupo de Percussão da Universidade do Minho - surpreendem todo o público presente, entrando pelas portas principais e percorrendo o corredor até ao palco.


A récita contou ainda com a presença de outros grupos culturais da academia, como a Gatuna  - Tuna feminina da Universidade do Minho -, composta por uma série de "Gatunas", que apenas pretendem roubar os corações de todos os moços que as ouvirem; a divertidíssima TUM  - Tuna Universitária do Minho -; e o TUM  - Teatro Universitário do Minho.

A comemoração do 1º Dezembro terminou com a actuação da Opum dei - Ordem Profética da Universidade do Minho -, que deixou o público ao rubro com um pequeno teatro humorístico onde apontavam diversas críticas, desde o governo até às obras feitas no BA (Bar Académico).


A opinião do público e dos participantes foi unânime e muito positiva. Para a maioria dos presentes, foi um espectáculo fantástico e o facto de ter decorrido no Theatro Circo deu-lhe uma dimensão ainda maior. "O espectáculo correu bem, dentro do previsto. Estou bastante satisfeito, pois as expectativas foram superadas", corrobora Natalino Gomes, responsável do Departamento Cultural e Tradições Académicas. O mesmo afirma ainda julgar ser "imprescindível" que este dia continue a ser comemorado por ser um marco na nossa história, reforçando a ideia que o Theatro Circo deve manter-se como o palco para a Récita.

Texto: Teresa Magalhães

Fotografia: Nuno Gonçalves

Arquivo de 2010