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Cultura, 21.01.2010
Lançamento do livro "Jorge de Sena e Camões: Trinta anos de amor e melancolia" de Vítor Aguiar e Silva
A Biblioteca Pública de Braga e o Centro de Estudos Lusíadas da Universidade do Minho promovem amanhã, dia 22 de Janeiro, no Museu Nogueira da Silva, pelas 21h30, o lançamento da obra Jorge de Sena e Camões: Trinta Anos de Amor e Melancolia, da autora de Vítor Aguiar e Silva. A obra, editada pela Angelus Novus, será apresentada pela Professora Rita Marnoto, docente da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e Coordenadora da Área de Estudos Italianos.

Sobre a obra: Jorge de Sena e Camões: Trinta anos de amor e melancolia Este livro de Vítor Aguiar e Silva evoca o percurso de Jorge de Sena como camonista e analisa as grandes linhas teóricas e metodológicas da sua obra, pondo em relevo a sua modernidade, a sua congruência interna e o seu rigor, sem deixar de discutir algumas das suas problemáticas e controversas orientações e aplicações. Tomando como ponto de partida as próprias investigações de Sena, o livro é também um reexame de alguns problemas fundamentais da poesia camoniana, quer no plano filológico e hermenêutico, quer no plano dos valores religiosos e morais e da sua expressão poética.

Camões foi, entre todos os autores portugueses e estrangeiros, o poeta que Jorge de Sena mais amou e admirou, convertendo-o no símbolo maior da língua e da literatura nacionais. Ao longo de três décadas, Sena consagrou à poesia camoniana um trabalho de investigação profundamente inovador, algumas vezes polémico, que muito contribuiu para enriquecer o conhecimento da obra de Camões e da literatura portuguesa do seu tempo. Primeiro em Universidades do Brasil, depois em Universidades norte-americanas, Jorge de Sena realizou um dos seus grandes sonhos: ser professor de literatura e sobretudo afirmar-se como um scholar eminente e reconhecido no campo complexo e relativamente fechado da camonologia. Um trabalho de investigação marcado por um extremo amor, mas trespassando também por uma funda melancolia, de tal como Camões significava para Sena o próprio ser de Portugal e de tal modo Portugal era para Sena, como fora para Camões, motivo de mágoas, desilusões e sofrimentos.

(Pub. Jan/2010)

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