default-header-news
Cultura, 03.11.2007
Filmes de Culto: Os Dias do Abandono de Roberto Faenza
Cinemax/Bragashopping
O filme de culto desta semana intitula-se ''Os Dias do Abandono'' de Roberto Faenza e será exibido, como habitualmente, nos Cinemas Cinemax/ Bragashopping, desde o dia 3-11-07 até ao dia 9-11-07, pelas 19h 15 mn.
DIAS DO ABANDONO
I Giorni Dell' Abbandono
________________________________________
Realizador: Roberto Faenza
Ano: 2005
Duração: 96 minutos
Género: Drama
Distribuidora: Castello Lopes
País de Origem: Itália
SINOPSE:
Olga, uma mulher ainda nova, feliz, é de repente abandonada pelo seu marido. E este abandono atira-a violentamente para as profundezas de um vórtice persistente. Os seus dias de abandono são as intermináveis horas da sua perdição, as que ela inflige nos outros e as infligidas a si. Os momentos quando sentimentos e emoções violentas a despedaçam, quando a consciência que não é amada torna o ar irrespirável, como uma nuvem sufocante.
Os seus dias de perdição cavam profundas cavernas, ultrapassam a compreensão de Olga, ultrapassam o seu corpo: ela pára de comer, ela está atordoada e zonza, uma implacável presença-ausência parece fixar-se algures na sua mente, revelando-se com o medo arcaico e primitivo de um animal perseguido.
A história de Olga é um mergulho de cabeça para a sua destruição que deixa-nos sem fôlego, agarra-nos e puxa-nos para as profundezas mais negras e dolorosas da degradação e a experiência de vida de uma mulher.
Olga está possuída por uma espécie de loucura, ela fica completamente perdida, despedaçada pelo medo. A sua vida sem o homem que ela sempre viu como tão forte, tão auto confiante, em cuja sombra ela viveu tão segura, torna-se uma série de acções obscuras completamente estranhas para ela. Sem poder contar com os dias dele para fazer existir os seus, ou nas acções que os uniam, ela está fora do seu corpo, vazia de qualquer substância. Olga vira-se para ela própria, molestando o seu corpo ao oferecer-se em actos de sexo brutal e desesperado a um músico que vive no mesmo prédio. Ela não faz amor com ele, ela nem sequer o vê. Ela abusa dele, e enquanto o faz, os seus olhos estão obsessivamente fixos nas imagens imaginadas do seu marido e da outra mulher. Ela sente-se miserável.
Quando Olga finalmente chega ao fim da sua viagem, os seus olhos podem ver renascimento no mundo. Porém, agora ela vê com olhos muito diferentes, olhos que foram mudados para sempre. No fim, tal como num thriller, tudo é revelado, o mistério resolvido, e o pesadelo desaparece. Olga não arriscou enlouquecer de amor pelo seu marido (que homem merece tanto?). Em vez disso, foi forçada a apostar a sua própria vida para descobrir o verdadeiro significado do amor. Olga agora sabe o preço a pagar, e ela está preparada para isso.
Arquivo de 2007