UMDicas_NG_Bosques50 (13)
Academia, 23.03.2023 às 15:24
Bosques da UMinho refletem preocupação ambiental e visam projetar o futuro
Os Bosques do Cinquentenário foram criados nos campi de Gualtar e Azurém e a sua inauguração, no passado dia 21 de março, foi uma das primeiras iniciativas associadas à comemoração dos 50 anos da Universidade do Minho (UMinho) que teve um valor simbólico muito particular.

A ação manifestou as inquietações da Universidade com as questões ambientais, mas também teve um significado de projeção para o futuro. “Com esta iniciativa pretende-se exprimir preocupações, a sensibilidade da Universidade relativamente à problemática ambiental que hoje constitui um desafio enorme para todas as sociedades contemporâneas”, referiu o reitor da UMinho, Rui Vieira de Castro, na inauguração do espaço verde de Gualtar, após o descerramento da placa comemorativa que se encontra na área junto ao edifício 10. A mesma ação foi realizada em Azurém, no espaço verde junto à Biblioteca Geral. 

Além deste significado, “como foi dito aqui, quando se planta uma árvore, os benefícios que se recolhe dessa árvore provavelmente não vão ser totalmente usufruídos por aqueles que procederam à sua plantação. É uma forma de assumir o futuro e a construção do futuro como preocupação essencial da Instituição. É bom que o momento em que estamos a comemorar uma história já longa de 50 anos, o façamos projetando e preparando o futuro”, apontou o responsável da UMinho. 

A inauguração dos dois Bosques coincidiu com o início da primavera e contemplou a plantação de 50 plantas no total (árvores e arbustos), 25 em cada um dos campi. O plantio englobou mais de uma dezena de espécies autóctones: amieiro, azevinho, azinheira, betula pubescens, carrasco, carvalho, freixo, loureiro, macieira (porta da loja), medronheiro, pilriteiro, sabugueiro, sobreiro e tramazeira. “O objetivo foi, com este espaço, criar a sensação de verdadeiro bosque, pelo que a seleção foi feita numa lista de espécies autóctones ao território português, incluindo árvores de fruto e arbustos”, expôs a comissária que coordenou esta iniciativa, Paula Jorge. “É um investimento para o futuro”, disse, esperando que os bosques continuem a crescer ao longo dos anos. 

A iniciativa constituiu-se assim como um simbólico contributo para a saúde do nosso planeta e para a preservação da biodiversidade, além de um marco comemorativo permanente e um legado para o futuro. “Trata-se de lançar o futuro. As árvores vão crescer, nós provavelmente não vamos usufruir da sombra destas árvores, mas outros o vão fazer. Tem este simbolismo de, não só pensar o passado, mas projetar o futuro”, indicou o presidente da comissão das Comemorações do Cinquentenário, João Cardoso Rosas. Acrescentando ainda que “a grande variedade de espécies” selecionadas, simboliza também a própria “diversidade” da UMinho. 

As celebrações do Cinquentenário da UMinho decorrem ao longo de 2023 e 2024, com um programa diversificado de atividades para todos os públicos.

Texto: Ana Marques

Fotos: Nuno Gonçalves 

 

 

Arquivo de 2023