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Academia, 27.02.2023 às 18:00
Escola de Ciências reivindica novas instalações compatíveis com a estratégia de desenvolvimento futuro da instituição
A Escola de Ciências da Universidade do Minho (ECUM) celebrou 48 anos, no passado dia 22 de fevereiro, este ano a cerimónia decorreu no auditório nobre do campus de Azurém, em Guimarães, onde a escola também conta com um edifício. Novas instalações e reconsiderar a oferta educativa do 1.º ciclo são os principais objetivos da Unidade Orgânica para 2023.

Num discurso onde prestou contas e delineou rotas para o futuro, o presidente da ECUM, José Manuel González-Méijome, assumiu o compromisso de dar o melhor uso aos recursos da instituição, do país e dos parceiros que a apoiam, criticando o Orçamento do Estado atribuído à Universidade do Minho (UMinho), “em algumas universidades públicas portuguesas o financiamento cobre mais de 70%, enquanto na UMinho mal chega aos 40%”. 

Após apresentado o balanço do ano 2022, que caracterizou como “difícil”, o responsável da ECUM apontou os grandes desafios para 2023, tais como, a implementação do orçamento por unidades orgânicas, o reforço da internacionalização, o alargamento da oferta de cursos não conferentes de grau e microcertificações, o reforço da rede de parceiros de ciência viva que já ultrapassa a meia centena, para além da revisão da oferta formativa do 1.º ciclo numa perspetiva de flexibilização, “queremos apresentar-nos para o futuro com outra geometria, que nos permita ser mais flexíveis”, disse. Além destes, o presidente pretende ter uma estratégia de acompanhamento de manutenção preventiva dos equipamentos para que as infraestruturas não se degradem tão rapidamente e pretende investir na criação de um centro de ‘interface’ para prestação de serviços especializados à comunidade e envolvente empresarial, “para reforço da Escola e da Universidade com o tecido produtivo”, afirmou.

Ainda sobre as infraestruturas, José Manuel González-Méijome considerou ser cada vez mais óbvio que as infraestruturas onde se desenvolvem cerca de 70% da atividade da Escola, o edifício sede da ECUM (edifício 6 do campus de Gualtar), “são claramente inadequadas a uma atividade competitiva e com aspirações de grande impacto para o futuro da região, do país e do mundo”, disse. Declarando ser “incontornável” considerar a conceção de um novo projeto para futuras instalações da Unidade Orgânica “compatíveis com o desenvolvimento estratégico de uma Escola de Ciências do futuro, competitiva, dinâmica e sustentável no longo prazo”, apontou. Realçando que será, “um empreendimento para materializar em vários anos, mas temos de dar os primeiros passos já”.

A Escola de Ciências é uma das maiores Unidades Orgânicas da UMinho, e em 2022, teve uma execução de 135 projetos de investigação com um volume de financiamento de perto de 22 milhões. Para 2023, prevê a execução de 94 projetos de investigação, mas com um volume de financiamento pouco inferior, o que significa um aumento do financiamento médio por projeto. Destes, sete são financiados por programas da Comissão Europeia e três pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), num montante de cerca de quatro milhões de euros.

O reitor da UMinho, Rui Vieira de Castro, voltou a apelar a uma “reflexão ponderada” das unidades orgânicas sobre a sua oferta formativa, sugerindo a possibilidade da diminuição de alguns cursos e a aposta em cursos de menor duração. “O número de cursos na Universidade do Minho é excessivo”, apontando que na Europa assiste-se a uma “reorientação da oferta formativa” de nível superior, pelo que “não devemos perder de vista essa mudança”, declarou.

Texto: Ana MArques

Fotos: Nuno Gonçalves 

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