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Academia, 06.12.2021 às 15:43
PERCURSOS…
Isabel Baião nasceu em Amarante e vive em Braga há 32 anos. A desempenhar funções nos Serviços de Acção Social da Universidade do Minho (SASUM) há 18 anos, é, desde 2015, responsável pela Divisão de Alojamento, fazendo parte de uma equipa de 35 trabalhadores.

Nesta entrevista, a trabalhadora que se considera uma pessoa leal, amiga do seu amigo, empenhada, cumpridora das suas promessas, proativa, persistente e teimosa, fala-nos do seu percurso de vida e experiência profissional, conta como é vivido o dia a dia, olhando o futuro com esperança. 

Como chegou aos SASUM e qual o seu percurso profissional?

A ligação aos SASUM surgiu ainda com as anteriores administrações, e ainda enquanto estudante. Em 2003 fui contratada para fazer parte da equipa do Departamento de Apoio Social, onde exerço funções até hoje. Tem sido um percurso de trabalho intenso. 

Há quantos anos está nos Serviços e quais são as suas funções?

Estou há 18 anos, sendo que desde 2015 sou responsável pelo Setor de Alojamento, agora designada Divisão de Alojamento, competindo a esta assegurar à comunidade académica o acesso ao alojamento, bem como a gestão das residências universitárias. 

Porquê a área do apoio social?

Na minha carreira profissional, e, ao longo do meu percurso, sempre desempenhei funções ligadas à área social. Particularmente, identifico-me com esta área.  

O que mais a motiva e quais as maiores dificuldades no dia a dia no desenvolvimento do seu trabalho?

É saber que todos com quem trabalho dedicam os seus esforços para levar a bom porto o desempenho das suas funções. É saber que os estudantes estão bem integrados e se sentem bem acolhidos nesta casa que elegeram como sendo sua. Saber que confiam em nós ao ponto de sermos “pais”, “mães” e “irmãos mais velhos”. 

Como é um dia de trabalho de Isabel Baião?

O meu dia começa muito cedo e acaba para além do desejável… Não existem dias rotineiros.

Como responsável, existem situações complicadas e que têm de ser resolvidas quase no imediato, mas por vezes é muito difícil termos um equilíbrio entre a ponderação e a celeridade.

Mais importante do que soluções é apontar caminhos: “não existem soluções, existem caminhos” e o caminho dos SASUM é um crescer constante e saber que faço parte deste crescimento deixa-me mais realizada como pessoa e como profissional.

Em todos os meus dias de trabalho tento manter uma atitude positiva…  de forma a que possa cativar e deixar-me cativar. 

Como caracteriza o trabalho que é feito na Divisão de Alojamento?

Os dias de trabalho fazem-se com condimentos que vamos acrescentando à medida que o dia vai passando. O tempero tem que se ajustar às necessidades, aos meios, aos momentos, aos locais, às pessoas. Nunca dependemos apenas de nós! Trabalhar na Divisão de Alojamento é aprender a crescer, todos os dias, uns com os outros. 

Quais são as melhores e as piores memórias que tem do seu trajeto nos SASUM?

O facto de ter estado 11 anos a trabalhar em Guimarães, ter que deixar a minha filha desde os 4 meses na creche, às 8h, para poder chegar a horas ao trabalho, bem como o facto de durante alguns anos fazer horário pós-laboral (saindo às 20h30) e regressar a Braga, foi talvez o aspeto menos positivo que guardo.

Apesar disso, avalio de forma muito positiva todo o trajeto que tenho feito e que tem sido muito enriquecedor, quer em termos pessoais, quer profissionais. 

Como tem sido passar por esta pandemia, a nível pessoal e profissional?

A Universidade do Minho foi a primeira do país a ter casos de COVID-19 e tivemos edifícios residenciais que foram encerrados, nomeadamente os de Stª Tecla (bloco B e bloco D) e Lloyd Braga.

Os estudantes que se encontravam ali alojados tiveram que se manter em isolamento profilático, tendo-lhes sido asseguradas as condições necessárias à sua permanência (alimentação, cuidados de saúde, higiene, etc.)

Neste contexto pandémico, que era novidade para todos, não sabíamos muito bem como atuar, foi imprescindível o apoio, a dedicação, o espirito de interajuda dos colegas afetos a esta Divisão, das comissões de residentes e ainda com o apoio imprescindível do colega da Divisão de Apoio ao Bem-Estar do Estudante.

Pese embora todas as dificuldades que tivemos em lidar com esta situação, o resultado não podia ter sido melhor!  A chave para este sucesso foi não termos baixado os braços, e termos sido humanos! Não nos devemos esquecer que todas as missões nesta vida têm características e dificuldades diferentes. Foram tempos desgastantes, pessoal e profissionalmente, mas só posso ficar congratulada, e, julgo que posso falar também pelos SASUM e pela própria Universidade, pelo êxito que tem sido alcançado com o esforço de todos! 

Como olha para o futuro? 

Com esperança, cautela e alguma incerteza, mas nunca deixo de acreditar que para a frente é que é o caminho… e citando Charles Chaplin “A persistência é o caminho do êxito”!   

Curiosidades

O que a marcou? O nascimento da minha Filha.

O que ainda não fez?  Tanta coisa, por exemplo, um cruzeiro.

Ainda tem um grande sonho? Quem não tem? Sonhar é olhar para a frente todos os dias…gosto de sonhar acordada; quando parar de sonhar é porque deixei de viver!

Livro? A única coisa, Gary Keller

Filme? Five Feet Apart. de justin Baldoni

Uma música e/ou um músico? What a Wonderful World", de Louis Armstrong

O que gosta de fazer nos tempos livres?  Estar com a família, com os amigos, ler um bom livro à beira mar... e também estar sozinha…

Vício? Desconheço que tenha algum.

Um lugar? Praia do Malhão (Costa Vicentina).

A Universidade do Minho? Lugar que me abriu a porta há 31 anos.

Sinónimo de diferença, de cultura e de aposta constante e contínua na qualidade. 

Fonte: SASUM

 

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