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Academia, 07.10.2020 às 14:29
Trabalhadores dos SASUM terminam formação do Programa Qualifica
As provas finais do Programa Qualifica para oito dos trabalhadores inseridos no Programa, decorreram a 30 e 31 de julho, em Braga e Guimarães, respetivamente, alcançando estes o certificado equivalente ao 12.º ano, mas principalmente, concluíram mais um investimento no seu futuro pessoal e profissional.

A oportunidade foi dada pelos Serviços de Acção Social da Universidade do Minho (SASUM) a todos aqueles trabalhadores que não possuíam o ensino básico (9.º ano) ou o ensino secundário (12.º ano), de poderem concluir estes níveis de qualificação e obterem a Certificação Escolar e Profissional que é válida junto de qualquer empregador dentro da União Europeia.

Dos 17 trabalhadores que iniciaram a formação em 2019, oito já concluíram, com êxito, os processos de RVCC (Reconhecimento, Certificação e Validação de Competências), foram eles: Elisabete Moreira, Ricardina Pereira da Cunha, José Amorim, Vítor Peixoto, Manuel Duarte, Bertina Pinto, Cristina Lopes e José Magalhães.

Realização pessoal, cumprir um objetivo de vida, abrir novas oportunidades, investimento no futuro profissional, foram várias as razões que levaram estes trabalhadores a entrar no Programa e a querer chegar ao fim da formação.

Para Bertina Pinto, trabalhadora dos SASUM há 13 anos, terminar o 12.º ano “era um objetivo que tinha há muitos anos”, afirmando que os Serviços “tiveram um papel fundamental” na sua conquista, uma vez que a formação era em horário laboral, permitindo a sua frequência.

“Gostava de ter a oportunidade de fazer com que novas portas se abrissem. As portas não se abrem sozinhas, temos de fazer por isso, foi o que decidi fazer”, afirmou Cristina Lopes, realçando que o término desta etapa “foi uma das melhores sensações que já tive”, salientando ainda que “gostava imenso de conseguir ingressar na universidade e fazer uma formação académica”.

Apesar do programa permitir que cada participante faça a formação ao seu próprio ritmo, José Amorim assume que voltar a estudar foi um grande “desafio”, realçando que esta formação foi um dos “melhores investimentos no nosso futuro”, algo que lhe traz novas ambições.

“Uma experiência enriquecedora e gratificante”, foi assim que Manuel Duarte considerou esta formação de adultos, assumindo-a como um “investimento pessoal, e, ao mesmo tempo indispensável, para encarar o futuro de uma forma mais confiante, mais preparada para novos desafios profissionais que possam surgir de futuro”.

Arrependida por ter deixado de estudar muito cedo, Ricardina Cunha expõe que terminar o 12º ano era um objetivo “em mente há muito tempo”. Lembrando a sessão final de júri como um “dia marcante e espetacular”, não põe de lado voltar a estudar um dia!

Agradecendo aos SASUM a “oportunidade e o seu interesse em valorizar os seus profissionais”, José Magalhães diz que decidiu voltar a estudar “para poder investir no meu futuro”, apontando querer dar “continuidade” à sua formação, nomeadamente, a nível da certificação profissional.

Foi necessária muita dedicação e muitas horas de estudo a estes trabalhadores, um esforço do qual Elisabete Moreira diz sentir um “orgulho enorme” por ter atingido os objetivos a que se propôs. A trabalhadora que está nos SASUM há 10 anos, vê isto como um investimento “foi um novo abrir de portas para novos desafios”, declarou.
Com a anuência a este programa, os SASUM têm como objetivo aumentar o nível de qualificação dos seus trabalhadores, criando as condições necessárias para que, quem assim o deseje, participe no Programa e atinja os objetivos a que se propõe.

Fonte: SASUM

Arquivo de 2020